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Brasil cria e testa coração artificial mais barato

Publicado em 21 outubro 2013

Por Iracema Barreto

A notícia é das melhores para quem sofre de insuficiência cardíaca. Fruto de uma pesquisa realizada no Laboratório de Eletromagnetismo Aplicado da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, o primeiro coração artificial totalmente implantável e 100% brasileiro já está pronto para testes em humanos.

O aparelho nacional tem custo bem menor do que os modelos já utilizados nos Estados Unidos e Europa. Importados, ultrapassam facilmente o valor de R$ 200 mil. Pelos planos da equipe brasileira, o similar nacional vai custar em torno de R$ 10 mil, o que viabilizaria a compra pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Formado por duas câmaras de bombeamento e quatro válvulas, o dispositivo pode ser implantado como um anexo ao corpo – nesse caso, o órgão humano continua batendo, mesmo debilitado – ou substituir o órgão natural do paciente até que seja realizado um transplante.

Tudo depende do estado clínico do doente, do problema cardíaco e da urgência médica. Em alguns casos, o coração artificial pode ser usado em pacientes com doença cardíaca grave, para os quais os transplantes não são indicados.

É BOMBA

Paralelamente, a equipe de pesquisadores trabalha nos ajustes de um outro dispositivo (também implantável, o que é um diferencial na comparação com similares já existentes), para ajudar a bombear sangue para o coração doente.

Com o auxílio da bomba, implantada de forma temporária, os pacientes também ganham sobrevida para esperar até que haja condições para um transplante.

Segundo o professor José Roberto Cardoso, diretor da Poli-USP e coordenador da pesquisa, a bomba, cientificamente chamada de dispositivo de assistência ventricular, ainda precisa passar por mais testes em animais antes de chegar à fase de testes em humanos.

“Nosso grande desafio agora é reduzir o máximo possível o tamanho do dispositivo”, explica o pesquisador.

ibarreto@hojeemdia.com.br

 

 

 

 

 

6.5milhões duração de até duas horas. de pessoas sofrem de doeaça cardíaca ao Brasil, coaforme dados da Sociedade BrasDeira de Cardiolopa. Cerca de 25 mDmorrem a cada •• o vitimas da doença

 

 

 

 

 

Tamanho de bomba é desafio a ser superado

 

 

Além do custo menor, outra vantagem da bomba desenvolvida pela equipe de pesquisadores brasileiros é que não há partes expostas do dispositivo – o que é fundamental para evitar infecções pós-operatórias. O dispositivo tem um pequeno motor, uma bateria recarregável para alimentá-lo e um controle eletrônico de velocidade. O tamanho da engenhoca, porém, é ainda um desafio para os pesquisadores. Primeiro, temos que fazer mais testes em animais, mas dessa vez com o dispositivo totalmente implantado, e reduzir o tamanho (da bomba) o máximo possível”, explica José Roberto Cardoso, diretor da Poli-USP e coordenador da pesquisa. O aparelho ainda é grande para caber no corpo humano sem incomodar, e a expectativa é reduzi-lo às menores dimensões até que caiba numa caixinha de, no máximo, três polegadas, ou oito centímetros por um e meio, ideal para ser implantado dentro do tórax ou dó abdômen sem comprimir órgãos como diafragma, pulmão e o próprio coração.’ Os pesquisadores já testaram o dispositivo em um bezerro, mas não o implantaram totalmente no animal. Estudos devem durar mais quatro anos

 

 

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