O porco clonado no Brasil representa um avanço importante na área da saúde e da ciência.
Pesquisadores ligados à Universidade de São Paulo doaram o animal ao Sistema Único de Saúde .
Além disso, a iniciativa pode ajudar a reduzir a fila de transplantes no país.
Técnica pode permitir uso de órgãos animais em humanos
O projeto faz parte de estudos sobre xenotransplante.
Essa área pesquisa o uso de órgãos de animais em pessoas.
Com isso, especialistas buscam alternativas para a falta de doadores.
Atualmente, milhares de pacientes aguardam por transplantes no Brasil.
Clone nasceu em laboratório no interior de São Paulo
O animal nasceu no fim de março, em um laboratório em Piracicaba.
Ele veio ao mundo com cerca de 1,7 kg, após quase quatro meses de gestação.
Segundo os pesquisadores, o nascimento comprova que a técnica funciona.
Além disso, a equipe já prepara novos embriões para continuidade do projeto.
Projeto reúne cientistas e recebe apoio institucional
O estudo integra o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR).
A iniciativa conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo .
Além disso, reúne especialistas em genética e medicina.
Entre eles estão nomes importantes da ciência brasileira.
Alterações genéticas ajudam a evitar rejeição
Os cientistas utilizaram a técnica CRISPR para modificar o DNA do animal.
Eles desativaram genes responsáveis pela rejeição.
Ao mesmo tempo, adicionaram genes humanos ao organismo do porco.
Dessa forma, o corpo humano tende a aceitar melhor os órgãos.
Animais ficam em ambientes controlados
Os porcos clonados serão mantidos em ambientes seguros e controlados.
Um dos espaços fica dentro da própria USP.
Outro centro funciona no Instituto de Pesquisas Tecnológicas .
Esses locais garantem que os animais permaneçam livres de doenças.
SUS pode usar tecnologia no futuro
A proposta é utilizar órgãos como rim, coração e pele em transplantes.
Esses são os mais demandados no SUS.
Além disso, a tecnologia pode ampliar o acesso a tratamentos.
Consequentemente, pacientes poderão ter mais chances de receber órgãos.
Uso em humanos ainda depende de testes
Apesar do avanço, os testes em humanos ainda não começaram.
Pesquisadores destacam que o processo exige segurança total.
Além disso, outros países também realizam estudos semelhantes.
Portanto, o uso clínico ainda levará tempo.
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