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Brasil ainda investe pouco em P&D

Publicado em 17 setembro 2007

Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação foram discutidos na Bahia


O Brasil ainda carece de financiamento público em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). De acordo com o assessor da Coordenação Geral de Indicadores do MCT, Eduardo Viotti, enquanto Israel lidera o ranking de investimentos no setor, aplicando 4,93% de seu Produto Interno Bruto (PIB) nessas áreas, o Brasil investe apenas 0,9%.

"Nosso desafio é ampliar este número para 2% até 2010 e também fomentar a ampliação da base de pesquisadores nas empresas, para que elas possam atuar mais em P&D", disse Viotti durante a I Oficina de Informações em CT&I do Estado da Bahia.

O evento reuniu dia pesquisadores de diversas instituições baianas na sede da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado da Bahia (Secti).

A diferença de metodologias utilizadas pelas Unidades da Federação para medição dos gastos públicos no setor vem sendo um problema enfrentado pelo MCT para fazer um comparativo entre os estados.

De acordo com Viotti, o Brasil já conta com uma metodologia específica que permite inclusive fazer comparativos internacionais, mas poucos estados a aplicam.

"A Bahia está alinhada com o Ministério nesse aspecto, mas temos dificuldades na maioria dos estados por conta deles não possuírem sequer uma equipe de trabalho para calcular e analisar os indicadores de CT&I", comentou Viotti.

Em sua palestra, o representante do MCT explicou que está sendo realizado um esforço para que a metodologia utilizada pelo ministério seja replicada nos Estados.

Na abertura dos trabalhos, o secretário estadual de CT&I, Ildes Ferreira, declarou que "na Bahia, os indicadores de ciência, tecnologia e inovação são instrumentos de extrema importância para direcionar políticas públicas e monitorar qual nossa participação na geração de conhecimento".

Também participaram do evento a diretora geral da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, Dora Leal, o diretor de pesquisas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Ribeiro Guimarães, a assessora do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Regina Gusmão, e a analista de indicadores da Fapesp, Milena Yumi.

(Assessoria de Comunicação da Fapesb)