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BR pode referenciar a aviação mundial

Publicado em 20 novembro 2011

De tempos em tempos, surgem grandes empresas globais dispostas a investir pesado no desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de transporte. No modal aéreo, a questão fica por conta de se encontrar alternativas para os combustíveis de origem fósseis. Alguns desses estudos e pesquisas estão sendo realizados pela Boeing e a Embraer, fato que coloca o Brasil como postulante a principal referência mundial em biocombustíveis nesse setor.

E esse patamar, segundo Alfred Szwarc, consultor em emissões e tecnologia da UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) não está distante, uma vez que o País possui densa expertise em tecnologia de cana-de-açúcar.

"O Brasil possui expertise, clima e grande quantidade de terras agricultáveis, elementos cruciais para se produzir os biocombustíveis que serão usados em aviões no futuro. E a utilização de um combustível renovável nacional, como o querosene de cana, seria de grande importância, pois ajudaria as empresas a atingirem essa meta," observa Szwarc.

Segundo o executivo, até 2050, as companhias aéreas terão de reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono em relação aos níveis medidos em 2005, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Associação de Transporte Aéreo Internacional.

Fapesp

No final de outubro, a Boeing e a Embraer assinaram com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) um acordo na área de energias renováveis.

Em 2012, a soma desses esforços deve resultar em uma análise mais precisa sobre a viabilidade de se construir no País um centro de estudos focado no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para o transporte aéreo. As companhias aéreas Azul, GOL, TAM e Trip atuarão como consultoras estratégicas do programa.

Em junho deste ano, as duas fabricantes de aviões já haviam se comprometido em financiar pesquisas com biocombustíveis, com o apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e da Amyris, empresa americana de biotecnologia instalada na cidade de Campinas (SP).

Segundo dados da Embraer, o setor aéreo, responsável por 3% do total de gases de efeito estufa (GEE) emitidos no planeta, lançou mais de 628 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera em 2010.

Por Webtranspo