Notícia

Jornal da Unesp

Botucatu avalia mal de Parkinson

Publicado em 01 maio 2013

Por Leandro Rocha

Com resultados promissores, o primeiro estudo do mundo a propor uma avaliação periódica da motricidade de portadores da doença de Parkinson entrou em sua fase final. O trabalho, em andamento desde 2010 na Faculdade de Medicina, Câmpus de Botucatu (FM), acompanha os pacientes com a ajuda de um equipamento denominado caneta biométrica BiSP (sigla para Biometric Smart Pen).

A pesquisa propõe-se a esquadrinhar movimentos manuais voluntários de pacientes com a doença, acompanhar a evolução da execução dos movimentos e as respostas aos tratamentos usados, assim como comparar esses dados com os de pessoas saudáveis.

De acordo com a professora Silke Weber, da FM/ Unesp, responsável pelo planejamento da pesquisa, os testes têm atingido índices de até 99% de acerto. “Além disso, conseguimos integrar profissionais de diferentes áreas (Medicina, Computação e Engenharia) da própria Unesp e até de outras instituições, inclusive do exterior, nos segmentos de graduação, pesquisa e pós-graduação”, afirma.

Em março, o professor Christian Hook, pesquisador da Universidade de Regensburg e responsável pela criação da BiSP, esteve na FM com seus alunos Martin Mauerer e Roman Adamczyk. O projeto da caneta desenvolve-se dentro da biometria, ou seja, para medir características de uma pessoa, de modo a identificá-la. No caso, a ideia era captar as singularidades da assinatura de alguém, dentro de um sistema para segurança de dados e acesso.

Um ambulatório específico para a doença no Hospital Universitário de FMB/Unesp, coordenado pelo professor Oscar Schelp, garante o retorno periódico dos pacientes (o que é mais complicado na Alemanha). O estudo é financiado pelo Ministério de Ciência e Pesquisa da Alemanha e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Assessoria de Comunicação e Imprensa da FM/Unesp