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Bolsas garantem estudos de 3,4 mil universitários

Publicado em 03 julho 2005

Para muitos universitários, conseguir completar os estudos é uma prova de grande esforço, principalmente financeiro. Em Franca, existem mais de 14,8 mil alunos de ensino superior e 23% deles, ou pouco mais de 3.400, têm algum tipo de bolsa de estudo. Em opções, esses auxílios estão mais disponíveis na Unesp e na Unifran. Nas duas faculdades municipais, que são particulares, existe apenas um tipo de bolsa, o convênio com prefeituras.
Na Unesp, existem sete tipos de bolsistas, ao todo são 165 auxílios e todos recebem valores que variam entre R$ 330 e R$ 175. A ajuda que mais "rende" para os estudantes é da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado), que paga R$ 330.
Mas conseguir o auxílio não é nada fácil. Dos 50 estudantes que se inscreveram no ano passado, menos da metade conseguiu ter aprovado o projeto apresentado à fundação. O estudante Caio Jesus Granduque José, do 4º ano de direito, apresentou um projeto em 2004 e foi selecionado no mês passado. "O auxílio vai me ajudar a comprar livros para pesquisa".
No setor particular, onde as mensalidades variam entre R$ 300 a R$ 1.000, a maior parte das bolsas é proveniente de convênios com prefeituras. Somente na Unifran, são 2.700 universitários, dos 10 mil existentes, que ganham ajuda de 40% ou 10% nas mensalidades. O maior desconto conseguido por alunos das particulares é por meio do programa do governo estadual "Escola da Família", que oferece 100% de bolsa (veja texto ao lado).
As duas faculdades municipais (Faculdade de Direito e Uni-Facef), onde também há cobrança de mensalidades, tem o menor número de bolsistas de Franca, 145 alunos.
Para a educadora e dirigente de ensino, Ivani Marchesi, as bolsas ajudam os estudantes a ter uma inserção social, mas ainda não atendem o número suficiente de interessados.
'Escola da Família' é o programa mais vantajoso
Os programas de bolsas a universitários carentes são os mais concorridos, mas nem sempre atendem à demanda, segundo os próprios bolsistas. Na Unifran existem o ProUni, do governo federal, e o Escola da Família, do governo do Estado. Somente com esses dois auxílios, estudam 400 alunos da universidade. Os descontos nas mensalidades variam entre 50% e 100%.
O Escola da Família é o único que oferece desconto integral da mensalidade, mas exige que os beneficiados tenham estudado apenas em escolas públicas e trabalhem em atividades educacionais em unidades de ensino do Estado.
Camila Peixoto Cintra cursa educação física e trabalha na escola "Torquato Caleiro", em Franca, pelo projeto. Com a bolsa, ela economiza R$ 450 de mensalidade. "Dificilmente terminaria o curso sem isso".
Segundo ela, mesmo com todo o apoio do programa, as bolsas existentes ainda não atendem o número de estudantes necessitados. "Na minha classe, tenho colegas que tentaram entrar e não conseguiram".
A aluna de letras, Selma de Souza Gonçalves, ministra aulas de espanhol para 23 pessoas também na Torquato Caleiro. "Se tivesse que pagar a faculdade, seriam R$ 450 que fariam a diferença no final do mês", disse ela.
Na Unesp, a bolsa de apoio ao estudante carente, oferecido pela Pró-reitoria de Extensão Universitária, atende 92 jovens e paga R$ 175 de auxílio, valor, para muitos, insuficiente. "Esse tipo de bolsa ajuda muitos amigos meus, mas não atende todos que precisam", disse o aluno do direito da universidade, Caio Granduque José.