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O Imparcial (Presidente Prudente, SP) online

Bolsas de estudos fomentam pesquisas acadêmicas

Publicado em 02 novembro 2018

O aluno de Engenharia Civil da Toledo Prudente Centro Universitário, Gustavo de Oliveira Cardoso, finalizou recentemente um período de pesquisas científicas, por meio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), experiência que ao longo de um ano e meio possibilitou a ele o acesso a diversos conhecimentos, em um estudo que envolveu a inserção de cinzas do bagaço da cana-de-açúcar em uma matriz de borracha natural. “Levo essa oportunidade como uma abertura de portas, inclusive para um mestrado e doutorado, já que tenho interesse na carreira acadêmica”. Em Presidente Prudente, três instituições forneceram dados em relação a este tipo de fomento à iniciação científica, sendo a Toledo, já mencionada, com o benefício em mais de R$ 704 mil aos estudantes em contratos até 2020; a FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), com R$ 408 mil em 2018; e a Unoeste (Universidade Estadual Paulista), com R$ 169,9 mil até outubro deste ano.

Conforme a Toledo Prudente Centro Universitário, uma parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) possibilitou o oferecimento a nove alunos bolsistas de iniciação científica, sendo cinco do Pibic (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) e quatro do Pibiti (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação). “O aporte do CNPq nos dois programas soma R$ 86,4 mil no período de 2018 a 2020. No período 2018 a 2019, apenas com a bolsa Pibic, o aporte foi no valor de R$ 24 mil. Além das bolsas do CNPq, dois alunos da instituição são bolsistas da Fapesp, sendo que eles recebem, cada um, R$ 687, por um período de 12 meses, podendo haver prorrogação até o fim da graduação do bolsista, pelo desenvolvimento de projetos científicos”.

A FCT/Unesp, por sua vez, informa que em 2017 ofertou um total de 195 bolsas, com um total de R$ 475,2 mil em repasses, que, até setembro deste ano, somaram R$ 408 mil às 162 bolsas de iniciação científica. Entre os programas para o ano vigente estão o Pibic, Pibiti e bolsas de ações afirmativas e da reitoria. Já a Unoeste esclarece que em 2017 foram R$ 139.676,97 aos alunos bolsistas, que, neste ano, até a data de envio das informações, em outubro, somavam R$ 169.914,20.

Incentivo ao conhecimento

O estudante de Jornalismo da Unoeste, João Lucas Martins, foi apresentado há cerca de dois meses a um projeto de iniciação científica da FCT/Unesp, por intermédio de um professor, o que possibilitou a ele o convívio com outros grupos de pesquisas e permitiu a sua inserção no caminho do conhecimento, como ele mesmo classifica. “O projeto me interessou muito e consiste em documentar, por meio de fotos e matérias, os trabalhos de outras equipes que lá pesquisam, bem como as atividades agrárias. Penso que conseguir o benefício não foi difícil e acredito que todos deveriam ter esta oportunidade, já que somos um país relativamente novo e precisamos de conhecimento”. O estudante lembra que a pesquisa permite a discussão de assuntos que, muitas vezes, passaram despercebidos pelo senso comum e ressalta que a bolsa deve durar mais 10 meses.

Já o aluno de Direito da Toledo Prudente Centro Universitário, Gustavo de Souza Manoel, também bolsista pela Fapesp, afirma realizar um estudo na área das ações coletivas, com a finalidade de cientificamente comprovar que profissionais de determinada classe, categoria ou grupo, possam se beneficiar de uma sentença prolatada na ação coletiva intentada por sindicatos ou associações, mesmo que estes profissionais não sejam filiados a essas entidades. “Soube da bolsa frequentando os grupos destinados à iniciação científica da Toledo e meu ensejo se deu por minha pretensão profissional, tendo em vista que a obtenção do benefício contribui para futuro ingresso em seleções de pós-graduação em mestrado e doutorado”.