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Brazil Modal

Boeing reforça proposta de cooperação com o Brasil para biocombustíveis

Publicado em 15 setembro 2013

Um consórcio com a Boeing para o desenvolvimento de modelos de negócios e tecnologias em biocombustíveis para aviação foi uma das possíveis parcerias entre entidades brasileiras e norte-americanas identificadas durante a 3ª Conferência de Inovação Brasil-Estados Unidos, realizada no Rio de Janeiro (RJ). O evento contou com a participação do vice-presidente do centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing no Brasil, Al Bryant, e de dezenas de outros executivos de empresas, universidades e poder público dos dois países.

Desde 2011 a Boeing, a Embraer e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) têm um acordo de colaboração em pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação e, em março de 2012, a Boeing, a Airbus e a Embraer assinaram um memorando de entendimento para trabalhar em conjunto nesse sentido. A parceria visa estimular uma indústria de produção e distribuição de combustível de aviação bioderivado, sustentável e economicamente viável.

Outros potenciais projetos bilaterais mapeados ou fortalecidos durante o evento foram anunciados pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges Lemos, na sessão de encerramento. Na área de saúde, a equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vislumbrou a construção de uma agenda bilateral de inovação, incluindo questões de marco regulatório e a especificação de produtos inovadores nas farmacopeias dos dois países. Outra possibilidade é a expansão da cooperação entre a Anvisa e o FDA, agência ligada ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos.

Ainda nesse setor, o Grupo Farmabrasil - que reúne as dez maiores empresas farmacêuticas nacionais - sugeriu uma parceria bilateral para conhecimentos em biotecnologia, além de governança e mecanismos de apoio à utilização de produtos binacionais de inovação. Outra proposta em saúde, feita pela ABDI, Anvisa e Inmetro, trata da interação em áreas de fronteira e em bioengenharia de tecidos, para a substituição de animais em laboratórios de testes pré-clínicos.

Na área de educação, a Universidade de Nebraska sugeriu a criação de uma plataforma online para o ensino de inglês, de modo a contribuir para a superação da barreira idiomática, ainda considerada um obstáculo na cooperação entre os dois países. A Capes propôs, também, uma plataforma para conectar pesquisas brasileiras e norte-americanas através do programa Ciência Sem Fronteiras.

Fonte: Ascom ABDI