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Boeing e Embraer inauguram centro conjunto de pesquisa em biocombustíveis para a aviação no Brasil

Publicado em 15 janeiro 2015

A Boeing e a Embraer inauguraram ontem o Centro Conjunto de Pesquisa em Biocombustíveis Sustentáveis para a Aviação, um esforço colaborativo para consolidar o estabelecimento da indústria de biocombustíveis de aviação no Brasil.

No Centro Conjunto de Pesquisa Boeing-Embraer (CCPBE), instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), as empresas coordenarão e financiarão pesquisas com universidades e outras instituições brasileiras com foco no desenvolvimento de tecnologias para preencher lacunas na criação de uma indústria de biocombustíveis sustentáveis para a aviação no país; produção de matérias-primas; análises técnico-econômicas; estudos de viabilidade econômica; e tecnologias de processamento.

A colaboração na área de biocombustíveis é liderada pela Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil (BR&T-Brasil), um dos seis centros internacionais de pesquisa avançada da fabricante norte-americana, que no país trabalha com a comunidade brasileira de pesquisa e desenvolvimento para expandir as capacidades e cumprir as metas econômicas e de desenvolvimento tecnológico.

E esta não é a primeira vez que a Boeing incentiva esse tipo de pesquisa no país. Em conjunto com a Embraer, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), foi promovida uma série de workshops no Brasil entre 2012 e 2013, com a publicação de um estudo detalhado no ano passado denominado Plano de Voo para Biocombustíveis de Aviação no Brasil. O estudo identificou as lacunas que desafiavam o estabelecimento dessa indústria, que agora serão parcialmente preenchidas pelo novo CCPBE.

A Embraer também colaborou com diversas iniciativas voltadas à produção de um biocombustível de aviação economicamente viável e que atenda os rígidos requisitos da indústria. Em 2011, a Embraer e a GE, fabricante de motores, concluíram testes de voo sob uma ampla variedade de condições com um E-170 movido a ésteres e ácidos graxos hidroprocessados (HEFA). No ano seguinte, um E-195 da Azul voou durante o congresso Rio+20 utilizando bioquerosene à base de cana de açúcar desenvolvido pela Amyris.

Estudos mostram que biocombustíveis sustentáveis para a aviação emitem uma quantidade menor de carbono, de 50% a 80% inferior, ao longo de seu ciclo de vida do que o combustível de aviação fóssil. Mais de 1.600 voos comerciais com uso de biocombustível de aviação já foram operados em todo o mundo desde 2011, quando o uso desse tipo de combustível foi aprovado.

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