Notícia

O Imparcial (Presidente Prudente, SP)

Boa produção eleva número de bolsas de iniciação científica (3 notícias)

Publicado em 31 de março de 2022

Por Da Redação

Levantamento feito pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação mostra que tem crescido o número de bolsas de iniciação científica para alunos de diferentes cursos de graduação da Unoeste. Desde 2009 foram 122 bolsas e por biênio o recorde é de 2020/2021 com 38. A qualidade da produção científica tem assegurado concessões de bolsas, dentre elas as da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que está entre as principais agências de fomento à pesquisa no Brasil.

Conforme o pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi, são bolsas que têm uma importância muito grande, por evidenciar o respeito que a Unoeste tem no país e pelo fato de a Fapesp financiar somente pesquisa de qualidade. “Nos últimos anos cresceu muito a quantidade de bolsas de iniciação científica da Fapesp e a produção científica na graduação é muito relevante”, afirma o Dr. Adilson, que destaca o último biênio.

Contribuição regional

No top 4 dos últimos dois anos estão os pesquisadores com mais de três bolsas de iniciação científica pela Fapesp: André Ricardo Zeist, Fábio Rafael Echer, Rafael Stuani Floriano e Sheila Merlo Garcia Firetti. O Dr. André destaca que os projetos de pesquisa na graduação, além de motivar e aprimorar a qualidade de aprendizagem dos alunos, contribuem para o desenvolvimento e fortalecimento da região. Os trabalhos com sua orientação foram e estão voltados na área de hortaliças.

“Trabalhamos com projetos de melhoramento visando aumentar a qualidade e a produtividade, com associação à sustentabilidade e à competitividade. Os trabalhos foram com morango, tomate e batata-doce, envolvendo alunos de graduação e em algumas situações alunos do ensino médio. Alguns foram finalizados e outros estão em andamento”, conta o pesquisador gaúcho que se transferiu para a Universidade Federal de Santa Catarina e mantém com a Unoeste relações interinstitucionais.

Mercado de trabalho

O Dr. André comenta que a maior parte dos alunos inseridos em iniciação científica está bem colocada no mercado de trabalho ou cursando mestrado em instituições de destaque nacional, como é o caso da própria Unoeste. “Todos que prestaram os exames de seleção de mestrado passaram em primeiro ou segundo lugar”, conta. Nilson Rodrigues Junior, da cidade de Avaré (SP), está entre os exemplos de egressos do curso de Agronomia bem sucedido, do qual foi orientador.

Nilson atua como assistente técnico de vendas na empresa Araguaia Produtos Agropecuários, na cidade de Vilhena (RO). Auxilia na assistência técnica aos produtores, desenvolvimento de mercado e prospecção de clientes, além de colaborar nos processos administrativos da loja. “A iniciação científica me trouxe a imersão na pesquisa e a aplicação prática dos conteúdos em aula. Com toda certeza isso foi um enorme diferencial em meu currículo e no momento da seleção do processo seletivo da empresa”, afirma.

Ampla infraestrutura

Diz ainda que além dos conhecimentos técnicos, a responsabilidade, compromisso e dedicação foram os principais valores adquiridos na Unoeste que escolheu como uma das duas prioridades antes mesmo de prestar o vestibular; em decisão tomada após visita ao campus, quando conheceu a enorme infraestrutura e a referência do curso de Agronomia no Brasil. Em iniciação científica, seu projeto principal foi focado no desenvolvimento de genótipos de tomateiro com a capacidade de tolerar as altas temperaturas.

O Dr. Fábio entende a iniciação científica como porta de entrada para o mundo da pesquisa e como incentivo aos futuros pesquisadores para seguirem a carreira científica, condições fundamentais para melhor a qualidade na pós-graduação. O pesquisador pontua três trabalhos com aporte de bolsas Fapesp em execução: Ana Flávia Rorato – “Produtividade, qualidade de fibra e distribuição da produção do algodoeiro em função do sombreamento e cloreto de mepiquat”; Alana Maria Correia Ferreira – “Status hídrico do algodoeiro cultivado em sistema de semeadura direta e convencional em um solo arenoso”; e Isadora Lyria de Alencar Bassanezi – “Atividade fisiológica e produtividade de cultivares de amendoim cultivado em duas épocas de semeadura no Oeste Paulista”.