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BNDES: mais de R$ milhões para segmento aeroespacial

Publicado em 02 março 2009

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho (foto), assinou nesta segunda contrato de R$ 27,6 milhões para a construção e instalação de laboratório de pesquisas e estruturas leves, focado em projetos de inovação. A nova unidade será instalada no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP). Além disso, destacou a "importância estratégica do laboratório" que, além da aplicação na indústria aeroespacial, tem potencial para o aproveitamento dos materiais desenvolvidos na indústria de exploração de petróleo em águas profundas.

O apoio do Banco será por meio do Funtec, o Fundo de Tecnologia, não-reembolsável, concebido para financiar investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação de interesse estratégico para o país. O setor aeronáutico e seus desafios tecnológicos são considerados prioritários e estratégicos pelo BNDES e pelo Governo Federal e foram incluídos na nova fase da política industrial brasileira.

Os recursos serão destinados ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A (IPT) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O BNDES participará com 30,5% do custo total, de R$ 90,5 milhões, e o restante será aportado pela Embraer (que também atuará como empresa-âncora dos projetos iniciais), pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), pelo governo do Estado de São Paulo, Fapesp e IPT. A prefeitura municipal de São José dos Campos, parceira do projeto, tornará disponível imóvel existente no Núcleo do Parque Tecnológico para instalação do laboratório.

Inicialmente, está previsto o desenvolvimento de quatro projetos de pesquisa científica para o setor aeronáutico, em um período de três anos. As estruturas leves, que serão pesquisadas e desenvolvidas no laboratório, utilizarão novas tecnologias de união, conformação mecânica e novos materiais, com o objetivo de reduzir o peso e o custo de estruturas equivalentes, fabricadas com o uso de tecnologias e materiais atuais (basicamente o alumínio).

O principal agente em tecnologias de estruturas leves é a indústria aeroespacial, e dominar tal conhecimento é fator essencial à competitividade presente e futura do setor. Além disso, os efeitos positivos do desenvolvimento e aplicação das novas tecnologias atingirão muitas outras indústrias: automobilística, de autopeças, petróleo e gás, a indústria naval, de defesa, de geração e transporte de energia elétrica, construção civil e de bens de capital.