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BNDES fica entre os principais apoiadores do combate às doenças da pobreza na América Latina

Publicado em 07 setembro 2017

Carteira do Banco possui 12 projetos contratados, totalizando cerca de R$ 250 milhões não reembolsáveis para pesquisa e projetos científicos. Apenas em 2017, o Banco já desembolsou R$ 70 milhões para esse objetivo.

Apenas em 2017, o Banco já desembolsou R$ 70 milhões para pesquisa e desenvolvimento em diagnósticos e tratamentos para as doenças negligenciadas, que são justamente as de maior impacto nas populações mais pobres, como tuberculose, malária, zika e dengue, por exemplo.

A carteira do BNDES conta com 12 projetos contratados, totalizando cerca de R$ 250 milhões, o que representa mais da metade do apoio não reembolsável do BNDES na área de saúde. Por seu elevado impacto social e baixo interesse de empresas privadas, o apoio do BNDES ao desenvolvimento de inovações para doenças negligenciadas é feito principalmente por meio do Fundo Tecnológico, que são recursos não-reembolsáveis voltados para projetos de parceria entre instituições científicas e tecnológicas e empresas.

Por afetarem populações vulneráveis em regiões pobres, as chamadas doenças negligenciadas caracterizam-se pela falta de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos diagnósticos e tratamentos. Estas doenças são responsáveis por 11% da carga global de doenças, mas apenas 1% dos novos medicamentos são voltados para elas.

Desde 2014, o Banco integra o G-Finder, relatório global que mapeia o investimento para o desenvolvimento de soluções inovadoras para doenças negligenciadas. Com o desempenho de 2017, o BNDES será um dos maiores financiadores de pesquisas para doenças negligenciadas da América Latina, juntando-se a outras instituições importantes do país, como o Ministério da Saúde e a Fapesp.

Entre os projetos financiados pelo BNDES, a PUC-RS e a farmacêutica União Química submeteram pedido para iniciar os testes em humanos para um medicamento inédito para tuberculose, cuja última droga foi desenvolvida ainda nos anos 1960. Na mesma etapa encontra-se o desenvolvimento da nova vacina para Febre Reumática, desenvolvida pelo Butantan. Outro exemplo é a formulação infantil do prazinquantel, medicamento utilizado no tratamento da esquistossomose, que está em fase de pesquisa para viabilidade de produção em larga na UFRJ.

Por intermédio da Fundação Oswaldo Cruz, o BNDES financia também o braço brasileiro da DNDi (Drugs for Neglected Diseases iniciative), iniciativa dos Médicos Sem Fronteiras voltada para mobilizar pesquisas para doenças negligenciadas em diversas frentes. Dentre os seis projetos apoiados, destacam-se a formulação pediátrica do Efavirenz, integrante do coquetel de AIDS, e o desenvolvimento de kit de diagnóstico para várias doenças negligenciadas (malária, tracoma, esquistossomose, tuberculose e hanseníase) em um único exame que pode ser realizado no local do atendimento, sem a necessidade de transporte de sangue ou urina dos pacientes. Esse tipo de desenvolvimento tem potencial de beneficiar regiões remotas, pois reduz os custos e o tempo de logística.