Notícia

Jornal do Comércio (AM)

BNDES apóia laboratório para tecnologia aeronáutica

Publicado em 05 junho 2008

Projeto será executado em São José dos Campos, interior de São Paulo.

A diretoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento de R$ 27,6 milhões para a construção e instalação de laboratório de pesquisas e estruturas leves, em São José dos Campos (SP), focado em projetos de inovação.

Por essa razão, o apoio do banco será por meio do Funtec, o Fundo de Tecnologia, não-reembolsável, concebido para financiar investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação de interesse estratégico para o país.

O setor aeronáutico e seus desafios tecnológicos são considerados priopritários e estratégicos pelo BNDES e governo federal e foram incluídos na nova fase da política industrial brasileira.

Os recursos serão destinados ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A) e à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O BNDES participará com 30,5% do custo total, de R$ 90,5 milhões, e o restante será aportado pela Embraer (que também atuará como empresa-âncora dos projetos iniciais), pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), pelo governo do Estado de São Paulo, da Fapesp e IPT.

A prefeitura municipal de São José dos Campos, parceira do projeto, tornará disponível imóvel existente no Núcleo do Parque ­Tecnológico para instalação do laboratório.

Inicialmente, está previsto o desenvolvimento de quatro projetos de pesquisa científica para o setor aeronáutico, em um período de três anos. A equipe será composta por 47 pesquisadores da comunidade acadêmica, 24 engenheiros da Embraer e 23 pesquisadores do IPT.

Novas tecnologias

As estruturas leves, que serão pesquisadas e desenvolvidas no laboratório, utilizarão novas tecnologias de união, conformação mecânica e novos materiais com o objetivo de reduzir o peso e o custo de estruturas equivalentes, fabricadas com o uso de tecnologias e materiais atuais (basicamente o alumínio).

O principal agente em tecnologias de estruturas leves é a indústria aeroespacial, e dominar tal conhecimento é fator essencial à competitividade presente e futura do setor.

Além disso, os efeitos positivos do desenvolvimento e aplicação das novas tecnologias atingirão muitas outras indústrias. Por exemplo, a automobilística, de autopeças, petróleo e gás, a indústria naval, de defesa, de geração e transporte de energia elétrica, construção civil e de bens de capital.

Integração do conhecimento

Os méritos do projeto financiado pelo BNDES são, ainda, a integração do conhecimento gerado nas universidades e centros de excelência com empresas, formação de mão-de-obra altamente qualificada no Brasil e potencial de difusão da inovação voltado para diversos setores empresariais. Além disso, contará com investimentos de P&D em área considerada estratégica.

A meta é que o novo laboratório torne-se núcleo de excelência de classe mundial no desenvolvimento e validação de tecnologias visando aplicações industriais, além da geração e disseminação de conhecimentos em sua área.