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BNDES apóia construção de laboratório para pesquisas da Aeronáutica

Publicado em 04 junho 2008

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou nesta quarta-feira o financiamento de R$ 27,6 milhões para a construção e instalação de laboratório de pesquisas e estruturas leves, em São José dos Campos, focado em projetos de inovação.

O apoio do Banco será por meio do Funtec, o Fundo de Tecnologia, não-reembolsável, concebido para financiar investimentos em desenvolvimento tecnológico e inovação de interesse estratégico para o país. De acordo com informações da assessoria do banco, "o setor aeronáutico e seus desafios tecnológicos são considerados prioritários e estratégicos pelo BNDES e governo Federal e foram incluídos na nova fase da política industrial brasileira".

Os recursos serão destinados ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A (IPT) e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O BNDES participará com 30,5% do custo total, de R$ 90,5 milhões e o restante será aportado pela Embraer (que também atuará como empresa-âncora dos projetos iniciais), pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), pelo governo do Estado de São Paulo, da Fapesp e IPT.

A prefeitura municipal de São José dos Campos, parceira do projeto, tornará disponível imóvel existente no Núcleo do Parque Tecnológico, para instalação do laboratório.

Inicialmente, está previsto o desenvolvimento de quatro projetos de pesquisa científica para o setor aeronáutico, em um período de três anos. A equipe será composta por 47 pesquisadores da comunidade acadêmica, 24 engenheiros da Embraer e 23 pesquisadores do IPT.

As estruturas leves, que serão pesquisadas e desenvolvidas no laboratório, utilizarão novas tecnologias de união, conformação mecânica e novos materiais com o objetivo de reduzir o peso e o custo de estruturas equivalentes, fabricadas com o uso de tecnologias e materiais atuais (basicamente o alumínio).

O principal agente em tecnologias de estruturas leves é a indústria aeroespacial, e dominar tal conhecimento é fator essencial à competitividade presente e futura do setor. Além disso, os efeitos positivos do desenvolvimento e aplicação das novas tecnologias atingirão muitas outras indústrias. Por exemplo, a automobilística, de autopeças, petróleo e gás, a indústria naval, de defesa, de geração e transporte de energia elétrica, construção civil e de bens de capital.

Entre os benefícios do projeto, o BNDES destaca "a integração do conhecimento gerado nas universidades e centros de excelência com empresas, a formação de mão-de-obra altamente qualificada no Brasil e potencial de difusão da inovação voltado para diversos setores empresariais".

A meta é que o novo laboratório torne-se núcleo de excelência de classe mundial no desenvolvimento e validação de tecnologias visando aplicações industriais, além da geração e disseminação de conhecimentos em sua área.