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Biota-MS garante mais recursos para pesquisa científica no Estado

Publicado em 15 setembro 2009

Finalizado na semana passada o workshop sobre o Programa de Ciência, Tecnologia e Informação em Biodiversidade de Mato Grosso do Sul (Biota-MS) ocorrido na UFMS, com a presença de mais de 100 pessoas, dentre elas pesquisadores da comunidade científica de diversas instituições do Estado. De acordo com o comitê gestor, os resultados são altamente positivos.

O objetivo do programa Biota-MS é inventariar e caracterizar a biodiversidade do Estado, dando suporte científico para sua conservação, monitoramento, avaliação do seu potencial econômico e sua utilização sustentável.

Fábio Edir dos Santos (foto), diretor-presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), explica que esta é uma ação requisitada há muitos anos pela comunidade científica local e vem sendo elaborada pela Fundect desde 2007, com base na experiência da "fundação-irmã" Fapesp, de São Paulo, através do Biota Fapesp, que completou dez anos recentemente.

"Com o programa consolidado, conseguimos recursos da ordem de R$ 3 milhões através do governo do Estado; assim a Semac, por intermédio da Superintendência de Ciência e Tecnologia (Sucitec) e a Fundect, pretendem colocar em prática esse programa. A intenção é abrir editais de pesquisas científicas com recursos do governo estadual e dos recursos previstos pela Finep. A Fundect é a gestora desses recursos. Os recursos vêm para a fundação, que lança os editais e contempla os projetos que estiverem adequados à necessidade do programa. Tudo isso graças à vontade política do governo estadual", justifica Fábio.

Para José Sabino, especialista em Biodiversidade e um dos idealizadores do programa, o tema biodiversidade é crucial para o Brasil: "Os biomas brasileiros (Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Pampas e Caatinga) são detentores de vasta riqueza biológica e abrigam ao menos 15% de todas as espécies da Terra. Diante desse inestimável patrimônio vivo, o País tem grande responsabilidade para com a sua população e para com o mundo. Ao mesmo tempo, enfrenta o dilema, sem pronta solução, de cuidar da preservação ambiental e estimular o desenvolvimento econômico".

"Neste cenário de desafios, um Estado com as características ambientais de Mato Grosso do Sul - que detém perto de 70% do Pantanal, importantes áreas remanescentes de Cerrado, fragmentos de Mata Atlântica de Planalto e extensões de Chaco - não pode ficar sem uma política de pesquisa científica em biodiversidade. Daí a importância do Programa", revela Sabino.

"Seguramente, um programa como o Biota-MS trará informações qualificadas e ajudará o Estado a caracterizar sua biodiversidade, dando suporte para a conservação, avaliação do potencial econômico e utilização sustentável", finaliza Sabino.

Fonte: Noticias MS