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Biota-Fapesp Educação apresenta conferências sobre a Mata Atlântica

Publicado em 20 agosto 2013

O Biota-Fapesp, programa de pesquisa criado em 1999 pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo para aumentar o conhecimento sobre a biodiversidade e criar mecanismos para sua conservação, recuperação e uso sustentável, realiza na sede da Fundação, em 22 de agosto (quinta-feira), a partir das 14 horas, três palestras sobre o bioma Mata Atlântica. Este é o sexto encontro de 2013 sobre biomas e ambientes brasileiros do Biota-Fapesp Educação, vertente do Programa para colaborar na melhoria do ensino da ciência da biodiversidade.

Até novembro de 2013 serão realizados outros três encontros sobre a Amazônia, biodiversidade de ambientes marinhos e costeiros, e de ambientes rurais e urbanos. Desde fevereiro deste ano, outras conferências já trataram do tema Biodiversidade - conceitos, valores e ameaças -, e dos biomas Pampa, Pantanal, Caatinga e Cerrado.

As conferências sobre a Mata Atlântica serão apresentadas por professores Carlos Joly, coordenador do Biota-Fapesp e pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp (IB/Unicamp), André Victor Lucci Freitas, também do IB/Unicamp, e Flávio Jorge Ponzoni, da Divisão de Sensoriamento Remoto do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os temas tratados serão a origem, evolução e diversidade da vegetação e da fauna da Mata Atlântica e o monitoramento de seus remanescentes florestais. O ciclo de conferências apresenta dados atuais sobre o bioma e sua conservação, e reservam espaço para debates com a plateia.

A Mata Atlântica atualmente ocupa apenas 7% de sua cobertura original, que compreendia 1,2 milhão de quilômetros quadrados de floresta de grande porte distribuídos em uma faixa contínua entre os estados do Ceará e o Rio Grande do Sul. Hoje, o bioma está presente em boa parte das encostas da Serra do Mar, no litoral brasileiro, e ainda abriga perto de 200 espécies de aves endêmicas - 120 delas ameaçadas de extinção. Em regiões próximas do mar está a Floresta Ombrófila Densa, uma das formações florísticas com maior biodiversidade vegetal do bioma. No interior do País, a vegetação da Mata Atlântica perde parcialmente as folhas e, nos estados do sul, parte dela assume a característica de Mata de Araucária, ou a chamada Floresta Ombrófila Mista.

Educação e cidadania - O ciclo de conferências Biota-Fapesp Educação 2013 foi planejado pela coordenação do Biota Fapesp para apresentar, em linguagem acessível, o conhecimento gerado em 13 anos de pesquisas.

"Acreditamos que o Biota-Fapesp possa contribuir substancialmente para a melhoria do conhecimento básico de ciência dos estudantes brasileiros, criando uma mentalidade sobre a importância da ciência para o Brasil que motive cidadãos a olhar o conhecimento científico como um instrumento maravilhoso para desvendar os segredos do mundo, e não como uma obrigação curricular", diz Carlos Joly.

Mais de uma centena de projetos de pesquisa desenvolvidos no Programa produziram e armazenaram dados sobre 12 mil espécies e identificaram outras 1.800. Os pesquisadores também publicaram 20 livros, dois atlas e mapas utilizados como subsídios para a formulação de políticas públicas de conservação ambiental no Estado de São Paulo.

.[Ciclo de Conferências Biota-Educação - Bioma Mata Atlântica, dia 22 de agosto (quinta-feira), das 14 às 17h, no Auditório da Fapesp, rua Pio XI, 1500, Alto da Lapa.Programação: http://www.fapesp.br/eventos/biota_biomamataatlantica |Inscrições: http://www.fapesp.br/eventos/biota_biomamataatlantica/inscricao].