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Bióloga conduz oficinas de jornal e fanzine

Publicado em 18 abril 2012

Em sua pesquisa de mestrado, a bióloga Vivian Battaini, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba/SP, realizou uma série de oito oficinas sobre educação ambiental em quatro escolas públicas localizadas na redondezas do Rio Corumbataí, como forma de orientar a população sobre a responsabilidade individual de conservação do meio natural. Para isso, organizou a produção de conteúdos de jornais e fanzines sobre preservação utilizando como metodologia a educomunicação.

A bióloga optou por esta metodologia que une mídia e educação pela possibilidade de desenvolver o olhar crítico dos alunos sobre a sociedade e interligá-los ao contexto social e midiático em que estão. Deste modo, criam consciência sobre o próprio papel na conservação dos recursos naturais da região e desenvolvem habilidades para participar de modo mais efetivo na realidade social. "As escolas tratavam a educação ambiental por meio de temas como plantar uma árvore e cuidar do próprio lixo. Mas faltava olhar para o meio em que os alunos estavam inseridos", diz a pesquisadora, que faz parte do grupo de pesquisa e extensão em educomunicação da Esalq.

As crianças que estudam nas redondezas do Rio Corumbataí, que fica no interior do Estado, não podem nadar ou pescar porque as águas são poluídas. Apesar disso, muitos desconhecem a parcela própria de responsabilidade em conservar o rio limpo. Foi o que percebeu a bióloga e o que motivou a pesquisa. O trabalho integra o projeto temático do Programa Biota da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), intitulada 'Mudanças socioambientais do estado de São Paulo e perspectivas para conservação'.


O Rio Corumbataí enfrenta problemas como poluição, assoreamento e queda de árvores. Por que o rio está poluído? De quem é a responsabilidade? É possível denunciar quem, por exemplo, joga detritos na água? Essas foram algumas das questões que Vivian levantou com os alunos, todos do segundo ciclo do ensino fundamental. "O estudo da bacia hidrográfica local estimula um processo social de responsabilidade e vínculos com o ambiente físico em que vivem e, dessa forma, estimula o pertencimento. Esse é um sentimento importante que potencializa o agir na comunidade", esclarece Vivian.


A pesquisa resultou na dissertação intitulada Educomunicação socioambiental no contexto escolar e conservação da bacia hidrográfica do Rio Corumbataí. Saiba mais sobre o projeto em www.educorumbatai.blogspot.com.br.

Fonte: Agência USP