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Jornal Primeira Página

Bioengenharia realiza encontro multidisciplinar

Publicado em 08 maio 2008

A Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP recebe, desde ontem e até amanhã (9), a sexta edição do Encontro de Bioengenharia (Encobio). O evento, segundo Nelson Pereira da Silva Júnior, biólogo e um dos organizadores do encontro, é um espaço para alunos e professores da área apresentarem suas pesquisas, além de assistirem mini-cursos com outros profissionais.

Entre os mini-cursos destaca-se o de biomateriais - usados, por exemplo, na recuperação de tecidos humanos - que será ministrado pela professora Glória Dulce de Almeida Soares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Haverá também palestras sobre impactos das publicações científicas, materiais de implante, osteoporose e próteses do joelho.

A gama dos assuntos abordados na Encobio revela uma característica da bioengenharia que, segundo o biólogo, exige um aluno heterogêneo, pois se trata de uma área de interface entre a medicina e a engenharia que exige constante atualização e troca de informações.

Os assuntos abordados na Encobio não podem ser confundidos com os temas de uma outra área correlata: a biotecnologia. Esta, diferentemente, da bioengenharia, realiza manipulações genéticas, melhorando alimentos e a produção de itens como álcool, pão e derivados do leite.

Dessa maneira, a bioengenharia é um campo muitidisciplinar. Tanto que seu Programa de Pós-graduação na USP - que a partir deste ano contará com doutorado - é interunidades, congregando além da EESC, o Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).

Próteses e interações homem-máquina, por exemplo, são assuntos da bioengenharia. "E muito plural. Biomateriais são o nosso foco, mas abordaremos o uso de lasers, modelos matemáticos e estudos do movimento?", explica Nelson.

O encontro tem uma característica tradicionalmente paulista, justamente pela localização do evento. Mas o pesquisador Nelson vê um momento positivo na produção brasileira em bioengenharia: "O pessoal está mandando bem". A participação de pesquisadores de outros Estados, como a professora Glória Dulce de Almeida Soares, comprova essa disseminação do conhecimento.

A Encobio conta com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo á Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). As entidades colaboraram com o financiamento de passagens e estadia de palestrantes.