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Biodiversidade ganha rede

Publicado em 06 outubro 2004

Integrada ao Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/Fapesp (SinBiota), a rede, que deverá permitir a integração dinâmica de dados sobre a biodiversidade paulista, começa além das fronteiras do Estado: a importante coleção do Jardim Botânico do RJ já está integrada ao sistema Thiago Romero escreve para a "Agência Fapesp": "Não podemos falar em conservação ambiental sem um sistema eficiente de compartilhamento e gestão das informações disponíveis". A afirmação de Vanderlei Perez Canhos, diretor presidente do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), ilustra bem o que motivou a criação da rede speciesLink, lançada oficialmente nesta terça-feira (5/10), na sede da Fapesp. Integrada ao Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/Fapesp (SinBiota), a rede, que deverá permitir a integração dinâmica de dados sobre a biodiversidade paulista, começa além das fronteiras do Estado: a importante coleção do Jardim Botânico do RJ já está integrada ao sistema. "O sistema permite a integração de diferentes grupos taxonômicos por meio de bancos de dados distribuídos e protocolos de comunicação. Com isso, será possível ligar, no futuro, as coleções biológicas a outras redes de informação do país e do exterior, por meio de softwares livres", explicou Canhos. A nova estrutura envolve registros de microrganismos, ácaros, insetos, répteis, mamíferos, peixes e tipos de madeira. A rede compartilhará informações de coleções das três Universidades paulistas e de nove institutos de pesquisa, além do Jardim Botânico fluminense. "Nós acreditamos que o speciesLink deverá ser utilizado como embrião para o desenvolvimento de uma rede brasileira de coleções científicas", afirmou o diretor presidente do Cria, instituição responsável pela nova rede. "Com o objetivo de acomodar a biodiversidade tanto sob o ponto de vista geográfico como taxonômico, a expectativa é que o sistema tenha 750 mil registros até 2006", prevê Canhos. A idéia é que esses aplicativos possam ajudar na resolução de problemas como proteção de espécies ameaçadas, mudanças climáticas e planejamento de áreas de conservação. "Com o avanço das ferramentas de análise, síntese e visualização dos dados, as coleções que ficarem de fora de uma plataforma como o speciesLink tenderão a ficar menos competitivas e menos visíveis para a comunidade científica", disse Canhos. O mecanismo físico que viabiliza o novo sistema foi estruturado a partir de servidores que permitem a integração de informações por meio da Rede ANSP (Academic Network at SP), a conexão de internet avançada do Estado de SP e também um programa da Fapesp. Mais informações: splink.cria.org.br (Agência Fapesp, 6/10) JC e-mail 2621, de 06 de Outubro de 2004.