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Biodiversidade e desertificação da Caatinga na Unesp Ciência

Publicado em 01 julho 2013

O bioma mais negligenciado do Brasil vem atraindo um número crescente de cientistas. Sua missão é investigar sua peculiar biodiversidade e combater a desertificação. A reportagem de capa da revista Unesp Ciência trata da “redescoberta” da Caatinga, uma região que ocupa 11% do território nacional e até onde se sabe (pois se sabe pouco ainda) abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 de anfíbios e 241 de peixes. Sem falar nas 27 milhões de pessoas que ali vivem, boa parte delas com poucos recursos além dos que o próprio bioma pode fornecer.

Por séculos explorado de forma desordenada, hoje o bioma passa por uma situação dramática devido ao desmatamento e a uma das piores secas dos últimos 50 anos. Quase 50% da cobertura vegetal já foram eliminados e, do que resta, apenas 8% estão protegidos por unidades de conservação. “O uso indiscriminado da madeira para lenha e carvão é uma das principais ameaças à Caatinga”, diz o pesquisador Bráulio Almeida Santos, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que esteve palestrando em evento dedicado à biodiversidade deste bioma, que aconteceu na Fapesp no mês passado.

A consequência é a desertificação, que avança em ritmo acelerado. Dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que 62% das áreas suscetíveis à desertificação no país estão em zonas originalmente ocupadas pelo bioma. Embora o compromisso oficial do país com o combate à desertificação exista há mais de duas décadas, desde a Eco-92, as ações efetivas para entender as causas e consequências do processo no país têm menos de dez anos, alertam especialistas.

A reportagem de Unesp Ciência acompanhou pesquisadores da Unesp e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia numa viagem à região de Vitória da Conquista (BA) e relatam a existência de peixes desconhecidos que nadam em rios temporários, de sapos que passam a maior parte da vida enterrados e de plantas guerreiras que podem virar remédio.

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