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Terra da Gente

Biodiversidade brasileira na Alemanha

Publicado em 28 abril 2011

De amanhã até 15 de julho, a Universidade de Leipzig, na Alemanha, abriga a exposição Brazilian Nature – Mystery and Destiny (Natureza Brasileira – Mistério e Destino), que ficará em cartaz no Instituto de Geografia da universidade. Mas mesmo quem não puder conferi-la por lá, ela poderá ser acessada via internet, no endereço www.fapesp.br/publicacoes/braziliannature.

A abertura da mostra acontece logo após o workshop Oportunidades e Desafios para Pesquisas em Cooperação Brasil-Alemanha, com a participação de Carlos Joly, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e dos professores Martin Schlegel, Christian Wirth e Jürgen Heinrich, da universidade alemã.

Joly, coordenador do Programa Biota-Fapesp, fará palestra sobre a formulação de políticas públicas com base no conhecimento sobre a biodiversidade no Estado de São Paulo. Luciano Verdade, pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/ USP, falará sobre ecologia e conservação da vida em paisagens agrícolas paulistas.

Sobre a exposição

O ponto de partida da exposição é a obra Flora Brasiliensis, editada no período de 1840 a 1906 pelo botânico alemão Carl Philipp von Martius (1794-1868) – até hoje o mais completo levantamento publicado sobre a flora brasileira e uma referência para estudos em botânica no mundo.

Em seu conjunto, a mostra apresenta 37 painéis que percorrem três grandes ações apoiadas pela Fapesp: os projetos Flora Brasiliensis On-Line e Flora Revisitada, Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo e o Programa Biota-Fapesp, desenvolvidos por cientistas ligados a instituições de pesquisa do Estado de São Paulo.

O projeto Flora Brasiliensis On-Line e Revisitada criou na internet um banco de dados aberto com os registros de mais de 23 mil espécies de plantas descritas, 11 mil imagens de textos das descrições e 3.811 ilustrações de espécies brasileiras na obra Flora Brasiliensis. Ao mesmo tempo, faz a atualização da nomenclatura utilizada no trabalho original de Martius e colaboradores, e a inclusão de espécies descritas depois de sua publicação, com novas informações e ilustrações recentes.

Já o Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo foi iniciado em 1993 e faz o primeiro e mais abrangente mapeamento da vegetação com flores nativas no Estado. O trabalho reúne 250 botânicos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), dos institutos Botânico, Florestal e Agronômico e do Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo.

Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de 15 outros Estados brasileiros e também de outros países contribuem para o projeto. As equipes já descreveram cerca de três mil das quase 7.500 espécies de plantas com flores existentes no Estado de São Paulo – aproximadamente dois terços da flora da Europa.

Por último, o Programa Biota-Fapesp. Conhecido como Instituto Virtual da Biodiversidade porque integra 1.200 cientistas via internet, o Biota faz o inventário e a caracterização da fauna e da flora no Estado de São Paulo e já descobriu 500 novas espécies de plantas e animais. Seus resultados têm sido aplicados como instrumento de preservação ambiental no território paulista.

Entre os desdobramentos do Programa estão uma base de dados conectada a um Atlas digital, uma revista científica eletrônica e uma rede de bioprospecção e bioensaios.

Serviço
Exposição Brazilian Nature – Mystery and Destiny e Workshop FAPESP – Universidade de Leipzig: Oportunidades e desafios para pesquisas em cooperação Brasil-Alemanha
Data: 29 de abril de 2011
Local: Universidade de Leipzig, Leipzig, Alemanha
Horário: das 10h30 às 17h
A exposição na internet: www.fapesp.br/publicacoes/braziliannature