Notícia

Correio Popular

Biblioteca virtual vá reunir notícias da cidade

Publicado em 04 dezembro 2001

Por Maria Teresa Costa - Do Correio Popular - teresa@cpopular.com.br
Cerca de 60 mil recortes de jornais e revistas com as notícias sobre Campinas, que integram a hemeroteca da Biblioteca Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, estão sendo digitalizados e o acervo preparado para poder ser consultado on-line. A estimativa é que até meados do próximo ano a parte documental de Campinas já possa ser acessada pela Internet. Antes desse período, a hemeroteca deverá estar em CD-ROM para ser consultada nas escolas da rede municipal de ensino e pelos usuários da Biblioteca Municipal que não precisarão mais manusear papéis para fazer as consultas. Para a implantação do projeto, coordenado pela pesquisadora Clarinda Rodrigues Lucas, diretora da biblioteca do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Prefeitura de Campinas, a Fundação de Amparo ã Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) está liberando R$ 220 mil. Esse recurso, explica Clarinda, está sendo utilizado para aquisição de computadores, softwares e instalação da rede interna, e digitalização de todo o material da hemeroteca referente a Campinas. A hemeroteca, na realidade, conforme Gláucia Mollo, coordenadora da Biblioteca Municipal, é formada por pastas de documentários de arte, de Campinas, de turismo e assuntos gerais, recortados diariamente de jornais, revistas, folhetos etc. Cerca de 20% do material de Campinas, conforme o bibliotecário que coordena a hemeroteca, João Henrique Cuelbas, já estão digitalizados. Quando tudo estiver concluído, o acesso aos documentos será feito por computador. "Não será mais necessário manusear os recortes", diz Cuelbas. Para a realização do trabalho de digitalização foi contratada uma empresa com os recursos do Programa de Políticas Públicas da Fapesp. Quando terminar a digitalização, a atualização do acervo digital será feita pela própria biblioteca. Os recortes são digitalizados em formato eletrônico PDF (Portable Document Format), o que significa que o usuário da Biblioteca Municipal verá a imagem do documento. O acesso pela internet será pela página da biblioteca, que está em construção, no endereço www.campinas.sp.gov.br. Para Gláucia mollo, a digitalização dos documentos é muito importante, porque a hemeroteca é a principal fonte de atualização da Biblioteca, uma vez que não tem havido recursos para aquisição de livros. O projeto de digitalização da parte histórica de Campinas incluirá também, na versão on-line, cópias da legislação e de documentos da Secretaria Municipal de Educação, para atender aos professores da rede pública. HEMEROTECA COMEÇOU NOS ANOS 50 A hemeroteca da Biblioteca Municipal de Campinas é formada por 2.110 pastas com recortes de jornais e revistas que começaram a ser coletados a partir de 1952, quando a biblioteca passou a funcionar. É uma das principais fontes de consultas dos 6 mil usuários que a unidade recebe por mês e que pesquisam cerca de 5.800 assuntos de todas as áreas. A hemeroteca é parte do setor permanente da Biblioteca, que tem um acervo de 8.972 volumes para consulta no local, um acervo circulante de 20.430 volumes para empréstimo e 1.586 volumes infantis para empréstimo. A Biblioteca Municipal é formada ainda por coleções especiais, com um acervo de 1.560 obras raras e semi-raras, outros 355 volumes da coleção Magalhães Teixeira, além de 1.538 volumes de autores campineiros, todos para consulta no local. Há ainda para consulta quatro títulos de jornais e 63 de revistas, uma mapoteca com 434 mapas. Integra a unidade um acervo de obras em braile, com 2.500 volumes e 100 livros gravados em fita cassete. Há também 64 vídeos educativos destinados aos professores e o Espaço Bixo, com apostilas de cursinhos, literatura recomendada pelos vestibulares, provas e gabaritos dos três últimos anos da Unicamp. O Laboratório de Tecnologia de Comunicação e Informação, um dos serviços oferecidos pela Biblioteca Municipal, promove aulas de vestibular via Internet, palestras às sextas-feiras, e uso de microcomputadores e aulas de Internet de segunda a sexta-feira. A biblioteca mantém um caixote de madeira com um acervo de Q0 livros de literatura nacional e estrangeira que circula por 60 dias em instituições como escolas, hospitais, postos de saúde, igrejas. (MTC)