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Biblioteca eletrônica científica Scielo faz 10 anos e lança novo portal

Publicado em 10 abril 2007

Criada para aumentar a visibilidade da ciência brasileira, a primeira base internacional de artigos científicos produzidos e publicados no País na Internet, a biblioteca eletrônica Scielo (Scientific Electronic Library Online) completa dez anos este mês. Comemora uma década de funcionamento com quase 7 milhões de acessos mensais e o lançamento de um novo portal. A mudança abrange o projeto gráfico e a melhoria na navegabilidade. Mas a maior novidade será a possibilidade de o pesquisador submeter, por meio do site, o seu artigo às revistas indexadas. Segundo o coordenador científico e idealizador da Scielo, Rogério Meneghini, isso reforça ainda mais a idéia original, que é a da ciência aberta. "Ninguém paga nada para usar o Scielo", explica. Os planos para o futuro são de continuar a oferecer serviço gratuito. "Há uma grande discussão sobre o sentido de se fazer isso, pela origem da Scielo (suporte de instituições públicas), e por ser atualmente a segunda maior base do mundo de acesso aberto. É uma questão que considero muito importante", explica Meneghini. A preocupação do coordenador tem como base a tendência internacional das revistas científicas, que são comerciais e cobram (muito, segundo ele) para publicação. A Scielo é uma biblioteca eletrônica que abriga coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros, com acesso livre. Sua criação resultou de um projeto de pesquisa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), instituição vinculada à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e à Organização Mundial da Saúde (OMS). Conta também com apoio e parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), desde 2002. Meneghini ressalta que a biblioteca cresceu muito em dez anos. "Devem existir perto de 4 mil revistas científicas no País, e a indexação na Scielo virou meta para todas elas. O assédio de editores é grande", revela. Hoje, além dos nacionais, inclui periódicos de outros nove países latino-americanos além de Portugal e Espanha. Há quase 200 indexados. Outros países — Constantemente reformulado, tanto no formato como no conteúdo, o site da Scielo proporciona acesso à coleção de periódicos por meio de lista alfabética de títulos, de assuntos, ou ainda por um módulo de pesquisa de títulos das revistas: por assunto, pelos nomes das instituições que as publicam e pelo local de publicação. Permite também a pesquisa dos artigos por um índice de autor e um índice de assuntos, ou por meio do formulário de pesquisa de artigos, com busca pelos elementos que o compõem, tais como o nome do autor, palavras do título, assunto, palavras do texto e ano de publicação. Os artigos são publicados em português e inglês. Para Meneghini, a publicação somente na língua pátria é um problema, porque o inglês é o idioma científico no mundo atual. "Temos estimulado a publicação dos artigos científicos nos dois idiomas", informa. Os países participantes da biblioteca eletrônica brasileira mantêm site próprio, com metodologia e plataforma da Scielo. No Brasil, os custos de manutenção do portal são divididos entre a Fapesp (80%), a CNPq (15%) e a Opas (5%). Há uma alternativa de endereço eletrônico (ver serviço), que dá acesso também aos artigos estrangeiros.