Divulgar um projeto de pesquisa é essencial para que as pessoas entendam os motivos pelo qual estudamos um determinado tema, espécie, ambiente, produto, comportamento… Importante também é que essa divulgação tenha linguagem simples e acessível para que qualquer um entenda.
Nem sempre usar a linguagem certa é fácil para quem não tem formação na área de comunicação e por isso a ajuda de profissionais na área de comunicação é bem-vinda. No mês de junho diversas mídias de comunicação fizeram postagem sobre o projeto dos migrantes graças a uma reportagem feita pela equipe de comunicação do Portal da Unesp.
Com uma linguagem simples e atraente a reportagem fala sobre alguns dos principais focos da pesquisa: A importância das áreas verdes urbanas para as aves migratórias “Os parques urbanos são um bom exemplo disso. Pense em uma árvore que o bem-te-vi-rajado usou de ninho no ano passado e agora ele voltou para o mesmo local. Se a árvore e seu ninho não estiverem mais lá é como se você viajasse de férias e quando voltasse não encontrasse mais sua casa, seu lar. Ele tem que se reorganizar e buscar outra árvore ou mesmo outro parque, e nisso ele pode perder o tempo de se reproduzir naquele ano”. E a importância da ciência cidadã no conhecimento das espécies “A ajuda do cidadão comum no reconhecimento das espécies é uma forma de conseguirmos dados, mas, mais importante ainda, é também uma ferramenta que ajuda no engajamento das pessoas com a conservação das espécies”
A reportagem teve repercussão sendo divulgada também na Revista Galileu, Jornal Estadão online e impresso de domingo e nos sites da ISTOÉ, Terra, Ambiente Brasil e R7.
Pesquisas como essa só são possíveis graças ao apoio das agências de fomento que financiam as bolsas de mestrado e doutorado no nosso país. A minha pesquisa é financiada pela CAPES e a do meu orientador que possibilitou a compra dos GPSs pela FAPESP.
Agora vamos torcer para que os bem-te-vis-rajados voltem em outubro nos contando um pouco de suas incríveis trajetórias.