Notícia

Extra (Rio de Janeiro, RJ) online

Belas Artes reabre galeria reformada e expõe novidades

Publicado em 04 janeiro 2013

RIO - O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Centro, prepara uma série de eventos para celebrar, este mês, os 76 anos da instituição. No dia 10, o MNBA reabre ao público a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea, fechada desde setembro para uma reforma avaliada em R$ 127 mil. Foram refeitos pintura e sinteco e renovado o sistema de refrigeração. O espaço de 2 mil metros quadrados vai abrigar uma exposição com 205 peças do acervo. O conjunto inclui 15 das 55 obras que acabam de ser doadas à casa por colecionadores particulares e instituições, como o Ministério Público estadual.

- É uma série de obras de grande importância - comemora Mônica Xexéo, diretora do museu. - Entre elas estará o "Retrato de Yedda Ovalle Schmidt" (1944), óleo de Cândido Portinari que fazia parte do acervo do empresário Augusto Frederico Schmidt, muito importante nos anos 1940 e 1950. A tela estava no espólio do casal, sob cuidados de uma fundação, e nos foi doada pelo Ministério Público estadual.

Reunindo quase 170 artistas, a mostra dará ao visitante a oportunidade de percorrer uma linha temporal na arte brasileira.

- Entraram em nossa coleção pelo menos 20 artistas novos: Maria Bonomi, Anna Bella Geiger, Adriana Varejão, Gregório Gruber, Gustavo Speridião e (Alberto da Veiga) Guignard, entre outros. Há retratos, figuração, abstração, obras neoconcretas, concretas e arte contemporâneas.

Seguindo o calendário de aniversário, o MNBA lança, no dia 11, um site que reúne toda sua coleção de arte italiana, resultado de um convênio entre o museu e a Fapesp/USP. No mesmo dia, o museu reabrirá sua lojinha, fechada há quase dez anos. No fim de semana dos dias 12 e 13, haverá concertos de música popular, das 12h às 17h.

Para 2013, há planos de engrossar o acervo de obras contemporâneas:

- Sabemos que temos hiatos a serem preenchidos. Em 2013, vamos atrás de obras de Ernesto Neto, Tunga, Antonio Dias e Ismael Neri, por exemplo - diz Mônica.

Fonte: O Globo