Notícia

TV TEM (São José do Rio Preto, SP)

Bauru começará a produzir farinha e óleo de maracujá

Publicado em 31 março 2007

Por Juliana Lobato/Agência Bom Dia

Expectativa é que a fábrica entre em funcionamento já em setembro 

Eliane, pesquisadora da USC, é uma das responsáveis pela implantação do projeto
Os integrantes da BauruFrutas (Associação de Fruticultores de Bauru e Região) começarão a produzir farinha de casca de maracujá em setembro. Simultaneamente, deve ser iniciada a extração de óleo da semente da fruta. As pesquisas encontram-se na fase final.
Eliane Maria Ravasi Stefano Simionato, professora da USC (Universidade do Sagrado Coração), é uma das responsáveis pelo projeto, que é levado adiante em parceria com a Unesp (Universidade Estadual Paulista).
O maracujá tem três partes bem distintas, explica Eliane: 23% são polpa, as sementes representam 21% e 56% correspondem à casca. Assim, sem o aproveitamento dos dois últimos, o descarte chega a 77%.
Tanto a farinha como o óleo já são produzidos em outros pontos do país. A novidade é inaugurar a fabricação na cidade, que têm cerca de 35 plantadores da fruta. A intenção é, após concluídos os estudos, transferir a tecnologia a eles, para que possam ter maiores ganhos.
Rica em fibras, a farinha melhora o fluxo intestinal dos usuários e contribui para reduzir as taxas de glicose e colesterol no sangue.
O óleo serve para alimentação humana e animal e obtenção de sabão. Também é muito requisitado pela indústria de cosméticos.
A comercialização no atacado para esse segmento é justamente o foco principal da BauruFrutas.
A pesquisadora relata que, depois da extração da substância, ainda dá para usar a sobra do esmagamento na nutrição de animais, como bovinos.

Rendimento deve subir 50%
Aloísio Costa Sampaio, professor da Unesp e também responsável pelo projeto, estima que a produção de farinha e óleo pode aumentar o rendimento dos agricultores em cerca de 50%, Mas ele espera a unidade entrar em funcionamento para analisar melhor os custos de produção e eventuais lucros.
A parceria para a fabricação dos produtos em Bauru não é de hoje. Segundo Sampaio, na primeira etapa, que começou em 2002, juntaram-se no empreendimento USC, Unesp, Secretaria de Agricultura de Bauru e Apta (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios). O apoio era da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).
Na segunda fase, entrou a BauruFrutas. Parte dos materiais e verbas aos bolsistas sai do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Em setembro, o órgão liberou cerca de R$ 57 mil.