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Batalha do etanol

Publicado em 25 setembro 2009

Por Luís Nassif

O discurso de Barack Obama, na semana passada, mostrou claramente que a mudança da matriz energética será o principal ponto para investimento tecnológico dos Estados Unidos na próxima década.

O investimento americano é no chamado etanol de segunda geração, o celulósico, produzido a partir da madeira.

Esses temas foram tratados no Bioen Workshop, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e acompanhado pela repórter Lilian Milena, da Agência Dinheiro Vivo.

No etanol de cana, no Brasil, na transformação de açúcar em álcool o rendimento é superior a 90%. O pesquisador do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Daniel Atala, estima ser possível chegar a 100% de aproveitamento nos próximos anos, com a melhora no processo de fermentação.

O Brasil poderá dobrar a produção utilizando também resíduos, bagaço e palha. Mas é nessa área que os Estados Unidos estão à frente.

Hoje em dia, o Brasil processa etanol celulósico em quatro fases. Convidado do workshop, o pesquisador norte-americano Lee Lynd explicou a técnica do bioprocessamento consolidado (CBP, na sigla em inglês), que reduz o processo a uma fase apenas, utilizando microorganismos geneticamente modificados.