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Jornal de Jundiaí online

Base Ecológica da Serra do Japi está no "olho do mundo"

Publicado em 14 agosto 2010

Investimentos feitos pela Prefeitura de Jundiaí e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, junto com doações de empresas da cidade, propiciaram a reforma da Base Ecológica da Serra do Japi, que leva o nome Miguel Gastardi. A obra foi inaugurada ontem e os resultados já estão surgindo. Equipes de pesquisadores do Canadá e do Uruguai em breve desembarcam ali. De acordo com o professor-coordenador da base, João Vasconcelos Neto, o bioma da Serra é único.

"Existem 42 mil espécies de aranhas no mundo. só 25 têm organização social. Dessas, seis são encontradas aqui. Por isso, o lugar desperta interesse de pesquisadores de todo o mundo, para saber como funciona essa evolução", explica. O biólogo pesquisador Jober Fernando Sobczak estuda vespas parasitóides há cinco anos na base.

Janaina Cortinoz pesquisa a interação entre predadores e dispersores de sementes há quatro anos e Adriana Salomão estuda a estratégia de defesa da ´maria- fedida´ há nove anos. Com as novas instalações, as pesquisas são facilitadas. "Antes colhíamos o material para analisar nos laboratórios da universidade. Agora, tudo pode ser feito aqui. Vai facilitar os trabalhos", resume Janaina.