Notícia

UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Base de dados é recurso que deve ser mais utilizado

Publicado em 23 abril 2007

Oferecido gratuitamente aos membros da comunidade universitária, o último treinamento para bases de dados de referências e de patentes realizado pela Biblioteca Central no campus de Campo Grande teve a participação de 31 pessoas, a maioria estudantes de pós-graduação e pesquisadores da instituição. Na ocasião, a instrutora Mirta Guglielmoni, radicada na Philadelphia (E.U.A.), expôs novidades sobre o uso das bases Web of Science e Derwent Innovations Index. Ver manual de uso

no http://svr2.cbc.ufms.br/downloads/GuiasRapidos/

Presente no treinamento, a Coordenadora de Pesquisa da UFMS, Profa. Dra. Marise Terezinha Lopes Pereira Peres disse que esses encontros são fundamentais como forma de tornar as bases de dados mais conhecidas para que elas sejam mais utilizadas pelos pesquisadores da UFMS. "Creio que os professores deveriam aprender a utilizar mais as bases e incentivar os alunos de pós-graduação a usarem essa ferramenta em suas pesquisas", disse Marise.

A coordenadora de pesquisa acredita que na UFMS tal prática elevaria ainda mais a qualidade da produção científica, uma vez que essas bases fornecem dados sobre os pesquisadores e temas mais citados, instituições mais atuantes, além do acesso a periódicos de maior impacto dentro da comunidade acadêmica.

A coordenadora destacou ainda a necessidade de os pesquisadores consultarem com maior freqüência bases de patentes, uma vez que elas fornecem os dados seguros sobre tudo o que já existe de invenções básicas em 41 países do mundo, nos grupos de Química, Engenharia e Eletricidade e Eletrônica. "Com a instalação em breve da Agência de Inovação Tecnológica (que cuidará dos assuntos relacionados a patentes) essas buscas deverão se tornar rotineiras na instituição".

Atualização permanente - Opiniões semelhantes somam-se a esta. O professor pesquisador do DHT (Departamento de Hidráulica e Transporte), Odorico Alves Sobrinho, reconhece a importância dos orientadores ensinarem seus alunos de pós-graduação e de iniciação científica a fazerem essas buscas. "Esses treinamentos deveriam acontecer com maior freqüência. Como orientadores somos multiplicadores. Não adianta achar que já sabemos tudo sobre pesquisa bibliográfica na Web. Temos que nos atualizar sempre com a ajuda desses profissionais que dão o treinamento para as bases de dados".

Formada em Biblioteconomia, Simone Aparecida Pereira veio de fora fazer o treinamento. Ciente da oportunidade desta participação, a bibliotecária lembrou que o acesso a essas bases de dados, um privilégio das universidades públicas. "As instituições privadas quase não oferecem bases de dados aos seus alunos e professores. Quando soube do treinamento aqui na UFMS vim correndo fazer, pois como bibliotecária tenho que saber repassar os caminhos de busca aos usuários".

Já a instrutora Mirta Guglielmoni, que é Engenheira Agrônoma e mestre em Informação e Biblioteconomia, do alto de sua experiência de nove anos realizando treinamentos na América Latina e México, indicou um caminho que pode ser seguido por outras instituições. "Já percebi que as universidades paulistas (ligadas à Fapesp) são as que mais utilizam bases de dados, e elas conseguem isso porque sensibilizam a sua pós-graduação para esta participação nos treinamentos", conforme observou.