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Bandeira do Brasil é feita com nanotecnologia

Publicado em 06 setembro 2013

Por José Ângelo Santili, do Portal da Unesp

Uma imagem da bandeira do Brasil medindo 15 x 15 uM2 foi obtida por Microscopia de Piezoresposta (PFM) em um material nanoestruturado ferroelétrico na forma de filme fino. A técnica de PFM baseia-se em um Microscópio de Força Atômica (AFM) e no efeito piezoelétrico que os materiais ferroelétricos possuem. Um uM (micromolar) é a milhonésima parte do molar, lembrando que a massa molar é a massa em gramas de um mol de entidades elementares, ou seja, átomos, moléculas, íons, elétrons e outras partículas ou outros grupos específicos de tais partículas.

A escrita foi realizada por litografia ferroelétrica, onde se aplica um alto campo elétrico local capaz de reorientar os domínios ferroelétricos por onde passa a ponteira do AFM.Ambas as técnicas hoje são desenvolvidas e aplicadas por Wagner B. Bastos, que faz pós-doutorado no Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), no Instituto de Química da Unesp, Câmpus de Araraquara, sede do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF).

Bastos fez doutorado sanduíche nesta área de pesquisa na Universidade de Aveiro, em Portugal, e está implementando o sistema, que inclui um software específico para o trabalho, há dois meses no LIEC de Araraquara.Bastos explica que a "a bandeira do Brasil foi escolhida como forma de expressar que o nosso país também tem avançado em nanociências, tal como outros centros internacionais de excelência em pesquisa".O CDMF é uma evolução do Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC), que recebeu apoio financeiro da FAPESP na primeira fase do Programa CEPID e teve como foco de pesquisa a síntese de materiais com composição química, microestrutura e morfologia controladas.O novo centro utilizará essa competência para a pesquisa e desenvolvimento de materiais funcionais nanoestruturados, customizados para solucionar problemas relacionados à energia renovável, saúde e meio ambiente. O Centro contará com plantas-piloto de nanopartículas funcionais e estimulará a geração de novas empresas de base tecnológica. Oferecerá, ainda, programa de educação voltado para professores do ensino médio.