Notícia

Folha de S. Paulo (Ribeirão Preto)

Banco Rural nega que Valério seja sócio oculto

Publicado em 30 julho 2005

Instituição afirma que o controle do banco está nas mãos da família Rabello há 41 anos, desde a sua fundação

O Banco Rural negou que Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do suposto esquema do "mensalão", seja acionista, formal ou informal, da instituição. A possibilidade de o empresário mineiro ser "sócio oculto" do banco foi formulada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Em nota divulgada nesta quinta-feira, a assessoria de imprensa do Rural diz que "é absolutamente descabida e infundada" a hipótese de que Marcos Valério seja "sócio oculto" da instituição financeira. Afirma, no comunicado, que o controle do banco está nas mãos da família Rabello há 41 anos, desde a fundação. "É uma empresa S. A de capital fechado, sendo seus acionistas devidamente registrados no Banco Central, divulgados em balanço anual e informados na declaração de Imposto de Renda", afirma a assessoria de imprensa.
Segundo a nota, o "Banco Rural foi acionista da BR Home Shopping, provedora de acesso à Internet, fundada em 1995. A empresa fazia o registro do domínio na internet de vários clientes, incluindo a SMPB, junto à Fapesp, órgão oficial que autoriza domínios de internet com a terminação .com.br . A BR Home Shopping foi vendida para a Vento S.A entre o final de 1999 e o início de 2000".