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Correio Popular

Bananais são prioritários para município

Publicado em 29 fevereiro 2004

A bananeira sofre o ataque de muitas pragas, algumas das quais destacam-se por sua presença constante e ampla distribuição geográfica. Em outras situações, a incidência de pragas é mais regionalizada, mas nem por isso é menos prejudicial. Entre as pragas da bananeira destacam-se a broca-dorizorna (ou moleque-da-bananeira), broca-do-pseudocaule (ou falsa-broca), sigatoka amarela e sigatoka negra, mal do Panamá, nematóides cavernícola, espiralado, de lesões, de galha e o reniforme. Segundo especialistas, para controlar a ocorrência desses organismos não basta constatar que o inseto, o fungo, a bactéria ou a doença estão presentes no bananal. "Conhecer os problemas fitossanitários que afetam a plantação, saber identificá-los e ter informações sobre as medidas adequadas de controle são subsídios indispensáveis para a tomada de decisão do produtor", diz o pesquisador Antonio Batista Filho, diretor geral do Instituto Biológico. População da praga, nível de controle e danos econômicos são algumas das referências fundamentais para começar um trabalho de controle de pragas, por exemplo. E é isso que os pesquisadores e agrônomos envolvidos no projeto em São Bento do Sapucaí querem fazer. O município concentra aproximadamente 300 produtores de banana e área de 760 hectares de plantio da fruta, uma das principais atividades econômicas da região, caracterizada pelo sistema de agricultura familiar A população rural de São Bento tem cerca de 5,8 mil habitantes, enquanto a área urbana concentra 4,7 mil. Para a cidade, a manutenção de um bananal em boas condições sanitárias é prioridade. Além disso, destaca Batista Filho, a medida contribui para melhorar a qualidade do produto, aumentar a produtividade, diminuir os índices de perda e, assim, regularizar a oferta. "Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais de banana, o Brasil exporta apenas 0,5% de sua produção. Isso está muito abaixo de níveis de países como o Equador, cuja produção é menor que a brasileira e, no entanto, exporta, em média, 65% dela", diz o pesquisador.