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Baixo acesso de jovens ao Ensino Médio contribui para falta de pesquisadores em SP

Publicado em 22 abril 2010

A limitação ou o baixo acesso de jovens brasileiros ao Ensino Médio é um dos fatores que preocupam e explicam a falta de pesquisadores em São Paulo, embora o Estado seja responsável por quase a metade da pesquisa científica produzida no País o gargalo, segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado de São Paulo Fapesp, não é apenas um caso específico do estado, mas de todo País. Segundo ele, 67% do: jovens em São Paulo chegam ao ensino médio, mas a média nacional é de apenas 40%.

Outros fatores que explica riam a falta de pesquisadores em São Paulo, de acordo com o diretor da Fapesp, é o pouco apoio dado pelo governo federal às atividades de pesquisa e de pós-graduação. E isso acontece, segundo ele, por causa do menor número de universidades federais instaladas no estado. E o esforço que o governo federal dedica ao ensino superior no estado de São Paulo representa apenas 8% do total do esforço de apoio ao ensino superior federal que o governo faz no País todo. E isso é muito pouco porque São Paulo tem 21% da população brasileira, disse.

Para o pesquisador, todos esses fatores combinados provocam a falta de pesquisadores nas universidades, nos institutos de pesquisa e nas empresas brasileiras. Um problema que pode contribuir para a perda de desenvolvimento e de competitividade. Em 2008, o volume total de investimento em pesquisa em São Paulo foi de R$ 15,5 bilhões, o que representou 1,5% do Produto Interno Bruto PIB do estado. Segundo ele, esse percentual vem crescendo em São Paulo e o ideal seria ser mais perto de 2,3% do PIB.

Desse total de investimentos, 63% foram feitos por empresas. Quanto ao financiamento público à pesquisa produzida em São Paulo, a maior parte provém de recursos estaduais.

O estado de São Paulo conta atualmente com 1,2 mil pesquisadores a cada milhão de habitantes, enquanto a média brasileira é de 600 pesquisadores por milhão de habitantes. O número, quando comparado com o de outros países, é muito baixo. O Japão, por exemplo, tem 5,5 mil pesquisadores por milhão de habitantes, enquanto a Espanha tem 2,6 mil na mesma comparação.