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Jornal da Tarde online

Baixada é a região que mais cresce

Publicado em 19 agosto 2009

Por Diego Zanchetta

Região metropolitana que mais cresceu no Estado, a Baixada Santista ganhou 64.655 novos moradores em dois anos, conforme apontam os dados de atualização populacional dos municípios de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região deve receber R$ 18,6 bilhões de investimentos para os projetos de ampliação do Porto de Santos e do pré-sal até 2013.

Essa região do litoral ainda tem o município brasileiro com a maior taxa de crescimento demográfico da década: entre 2000 e 2009, Praia Grande recebeu 56 mil habitantes a mais, totalizando hoje 249.551 pessoas, índice de crescimento de 26,32% no período.

O índice anual médio de crescimento das nove cidades da Baixada entre 2007 e 2009 foi de 1,6%, mais que o triplo do registrado, por exemplo, na capital paulista (0,43%). Entre 2007 e 2008, o aumento populacional chegou a 2,1%, recorde entre as regiões metropolitanas do Sudeste do País.

Mas enquanto cidades como Praia Grande e Guarujá mantêm um crescimento acima da média das cidades paulistas, Santos registrou declínio de 0,1%.

A duplicação da Rodovia dos Imigrantes, a partir do fim de 2002, e a perspectiva da criação de pelo menos 15 mil novos empregos diretos com as obras da Petrobrás e do governo federal nos próximos quatro anos também explicam o crescimento das cidades vizinhas de Santos. "O preço do solo ficou muito caro. O jovem quando quer sair da casa dos pais não encontra imóveis ao redor e vai morar em áreas periféricas. Mas Santos também tem diversos empreendimentos voltados à classe média alta de São Paulo", explica Alberto Jakob, do Núcleo de Estudos da População (Nepo) da Unicamp. Autor de um doutorado em 2008 sobre a transformação do espaço urbano na Baixada, ele estuda o impacto ambiental do crescimento da região por meio do Projeto Vulnerabilidade, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapesp). "A ampliação do porto pode levar a uma agressão ao meio ambiente."

Lanterninha

Desde que entregou a prefeitura ao sucessor, em janeiro deste ano, o ex-prefeito Nelson Celestino Teixeira, contabiliza quem nasce e quem morre em Borá, a 487 km da capital, no oeste paulista. "Comemoramos 18 nascimentos, mas também morreu muito idoso, deve chegar a umas 15 perdas." Essa aritmética é fundamental para uma cidade que, nas últimas décadas, empacou e não consegue atingir o primeiro milhar de moradores. De acordo com o IBGE, Borá tem 837 habitantes, três a mais que na contagem anterior, em 2008, e continua na lanterna populacional entre as cidades.

O município mineiro, Serra da Saudade tem uma população um pouco maior: 852 habitantes. Em 1970, a população era de 2.160 habitantes. Em 1980, o número já havia caído pela metade: 1.015. De 2008 até agora a população ganhou um habitante.

(Colaboraram Ivana Moreira e José Maria Tomazela)