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Jornal da Orla online

Bagaço de cana pode virar curativo

Publicado em 09 maio 2010

Por Mirian Ribeiro

Pesquisa desenvolvida por equipe da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo USP descobriu que, com o acréscimo de enzimas e fármacos, a fibra extraída do bagaço de cana-de-açúcar tem potencial para virar um curativo com múltiplas aplicações.

Testes feitos no Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT indicaram que o tecido derivado do bagaço é bastante resistente, confortável e agradável ao toque. Depois de análises constatando que a fibra não agride a saúde, foram agregadas enzimas, como as que existem no talo do abacaxi e na clara do ovo, e fármacos, como a anfotericina B e a sulfadiazina.

O produto se mostrou tecnicamente viável. A avaliação econômica caberá à iniciativa privada, caso alguma empresa se interesse em licenciar o processo, afirmou o coordenador do estudo, professor Adalberto Pessoa Júnior. Segundo ele, o material é útil para tratamento de queimaduras, por exemplo.

Roupas repelentes - Segundo a agência FAPESP, a professora Silvia Aparecida da Costa, do curso de Têxtil e Moda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, também vai iniciar uma pesquisa para incorporar citronela a tecidos de algodão. A substância extraída do capim-limão é eficiente para repelir insetos. Roupas com citronela seriam úteis para afastar insetos como o mosquito da dengue, destacou. Os desafios do trabalho, segundo ela, é fazer com que a substância permaneça na roupa mesmo após sucessivas lavagens e que não seja absorvida pela pele.