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A Tribuna (Santos, SP) online

Bactéria limpeza

Publicado em 25 janeiro 2005

Um detergente biológico que pode ser utilizado na recuperação de solos contaminados por derramamento de petróleo foi desenvolvido no Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro.
O processo de desenvolvimento do produto envolve a utilização de resíduos de óleos vegetais da indústria, como de soja, de milho, de babaçu e de algodão.
Tais resíduos servem como meio de cultivo para a Pseudomonas aeruginosa, bactéria responsável pela produção do detergente biológico.
"A bactéria precisa de fontes de carbono para sobreviver. Quando ela está em contato com os resíduos de óleos vegetais, a Pseudomonas adquire o carbono necessário e, ao mesmo tempo, produz o biosurfactante", explicou à Agência FAPESP o coordenador da pesquisa, Jonas Contiero.
Durante os experimentos, uma amostra de areia foi misturada com petróleo. Em seguida, adicionou-se o detergente biológico na mistura para que a reação fosse observada. "Depois de duas aplicações, a areia ficou praticamente idêntica à original e todo o petróleo foi recuperado", disse Contiero.
Ele acredita que o produto pode ser utilizado ainda para auxiliar no processo de extração de petróleo. "Se de um poço, por exemplo, não for possível extrair a quantidade desejada de petróleo, basta jogar a bactéria para que ela produza o detergente, que diminui a tensão superficial, fazendo com que o petróleo aflore com mais facilidade".