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Inovação Tecnológica

Avanços em radiação síncrotron serão discutidos em Campinas

Publicado em 11 janeiro 2011

Com informações da Fapesp e LNLS

Dezenove pesquisadores brasileiros e 64 de outros 24 países estarão reunidos no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP), de 17 a 25 de janeiro, para conhecer os mais recentes avanços na utilização de radiação síncrotron e suas aplicações em investigações científicas.

Fonte de luz síncrotron

"Uma fonte de luz síncrotron é um equipamento que permite a realização de sofisticados estudos sobre diversos tipos de materiais, tendo, portanto, aplicação em uma vasta gama de áreas de pesquisa. O LNLS tem uma posição regional singular, sendo um importante pólo científico não somente para o Brasil, mas para todos os países latino-americanos", disse Antonio José Roque, diretor do LNLS.

O evento "Novos desenvolvimentos no campo da radiação síncrotron" é patrocinado pela Fapesp e ocorre dentro da série de encontros chamada Escola São Paulo de Ciência Avançada.

O Laboratório Nacional de Luz Síncroton colabora inclusive com estudos que buscam vida fora da Terra. [Imagem: NASA]Entre os professores convidados que participarão do evento estão dois ganhadores do Prêmio Nobel: Ada Yonath (Instituto de Ciência Weizmann, Israel), Química em 2009, e Albert Fert (Unidade Mista de Física, Conselho Nacional de Pesquisa Científica, França), Física em 2007.

"Como o LNLS está iniciando a construção de uma nova fonte de luz síncrotron, de terceira geração, o programa ESPCA permitiu que realizássemos um evento para discutir as pesquisas de fronteira que podem ser realizadas com máquinas desse tipo. Isso é muito importante para apresentarmos a esses jovens, do Brasil e do exterior, as oportunidades de pesquisa no LNLS, tanto com a fonte atual como com a futura fonte", disse Roque.

Participantes selecionados

Os participantes foram selecionados entre 272 candidatos de 41 países que apresentaram seus currículos e projetos de pesquisa, com endosso do orientador. Os 19 brasileiros selecionados são alunos de doutorado e pós-doutorado das universidades estaduais de São Paulo - USP, Unicamp e Unesp - e das federais de Minas Gerais (UFMG), Rio Grande do Sul (UFRGS), Goiás (UFGO), entre outros.

É significativa a presença de alunos latino-americanos: 17 da Argentina, três do México, três do Chile, dois da Venezuela e um de Cuba. Essa participação se justifica: o LNLS opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e conta com um número grande de usuários desses países.

Um grupo internacional de cientistas construiu um equipamento que cabe em cima de uma mesa e que é capaz de produzir luz síncrotron tão intensa quanto os maiores aceleradores do mundo - veja "Professor, eu encolhi o síncrotron". [Imagem: Kneip et al./Nature Physics]Os argentinos, por exemplo, são responsáveis por cerca de 70% das propostas anualmente apresentadas por pesquisadores estrangeiros no laboratório.

Os candidatos, em sua maioria com idade entre 23 e 30 anos - foram selecionados entre os inscritos na ESPCA. Eles participarão de aulas sobre biologia estrutural, imageamento em 3D, catálise, magnetismo e supercondutividade, nanociências e meio ambiente.

Também merece destaque a participação de alunos de universidades e institutos de pesquisas norte-americanos, espanhóis, alemães e suíços. E chama a atenção a forte presença de alunos de países do Leste e Sudeste Europeu - Rússia, Ucrânia e Turquia -, Ásia e África.

Entre os alunos asiáticos, três são da Academia Chinesa de Ciências, três de Taiwan - das universidades Chiao Tung e Taiwan e do National Synchrotron Radiation Research Center (NSRRC) - e um do Centro de Pesquisas Atômicas de Mumbai, na Índia.

A África estará representada por três alunos das universidades de Witwatersand, de Johannesburg, e de Pretoria, e por um estudante da Ambrose Alli, da Nigéria.

Mais informações sobre a ESPCA podem ser encontrados no endereço http://espca.lnls.br.