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Autonomia universitária é fundamental para manter influência da USP

Publicado em 07 agosto 2018

Por Bruna Caetano

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Foi realizado no dia 6 de agosto o encontro com o tema Os desafios da autonomia universitária: história recente da USP, com para debater as falhas e acertos na garantia da autonomia estabelecida pelo decreto 29.598 da Constituição Federal de 1989. O encontro aprofundou o tema discutido no livro homônimo, lançado recentemente, e contou com a presença dos comentaristas André Fleury, professor de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli) e de Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, Carlos Henrique de Brito Cruz, físico e diretor científico da Fapesp, Guilherme Ary Plonski, professor de Administração na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e Marcelo Knobel, reitor da Unicamp.

Em entrevista, os comentaristas conversaram com a Rádio USP sobre os desafios que precisam ser enfrentados no próximo período e as vantagens da garantia da autonomia universitária. Knobel afirma que uma de suas preocupações é a promoção da diversidade na Unicamp, com a pretensão de alcançar a porcentagem de 50% de alunos de escola pública e 37,2% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Ele comenta que a autonomia universitária é um importante ponto para permitir que a Universidade tome decisões como essa.

Para Plonski, a autonomia universitária também é um ponto relevante para intensificar o caráter extramuros das Universidades, tornando a produção acadêmica valiosa para as organizações e pessoas com as quais elas interagem. Já Fleury elenca pontos nos quais é preciso investir através da autonomia, como em tecnologia, pesquisa aplicada e startups.

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