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Automóvel híbrido reduz o consumo de combustível e as emissões de poluentes

Publicado em 25 fevereiro 2009

SÃO PAULO - De acordo com estudo feito pela Universidade de Tecnologia da Geórgia (Georgia Tech), nos EUA, as emissões de dióxido de carbono (CO2) de automóveis e de caminhões, em 2050, poderiam ser reduzidas aos níveis do ano 2000, mesmo com aumento da frota.

Isso ocorreria se todos os veículos fossem trocados por modelos híbridos, que funcionam com gasolina e eletricidade, e se, juntamente, fosse adotado um "crescimento inteligente", em que a população das cidades não precisasse gastar tanto tempo e combustível no trânsito, podendo utilizar metrô, bicicleta ou mesmo ir a pé ao seu destino.

De acordo com informaões divulgadas pela Agência Fapesp, o coordenador da pesquisa e professor de planejamento urbano e regional, Brian Stone, estima ser possível a substituição levando em conta a queda no custo dessa tecnologia. Os novos modelos de carros híbridos fazem mais de 20 quilômetros por litro de gasolina em uso urbano, o que representa, em média, o dobro dos veículos comuns.

Redução do gasto com combustível

Publicada na revista Environmental Science and Technology, a pesquisa revela que carros como Toyota Prius, Honda Insight ou Chevy Volt gastam muito menos combustível e, consequentemente, emitem menos CO2, por conta da tecnologia do motor híbrido.

Ela permite o uso de motor elétrico em baixas velocidades, que é justamente a situação mais comum em cidades com trânsito pesado, reduzindo o consumo de combustíveis.

Quando necessitam acelerar mais, o tradicional motor de combustão interna assume o comando do funcionamento do veículo, ajudando a não perder potência.

Distante do ideal

O estudo ainda destaca a gravidade das atuais emissões de CO2. Isso porque, mesmo com a hibridização total da frota, o resultado não seria suficiente para atingir as metas definidas pelo Protocolo de Kyoto.

Segundo o acordo, a redução das emissões em 2050 deveriam atingir os patamares de 1990, e não os mais elevados de dez anos depois, em 2000. Por isso, é necessário combinar a troca dos veículos com o crescimento urbano planejado.

"Se pudermos fazer com que as cidades cresçam de modo mais compacto, isso ajudaria a reduzir as emissões ainda mais, ao permitir que as pessoas dirijam com menos frequência e por distâncias menores e usem mais o transporte público", destacou Stone.

O levantamento

A pesquisa analisou dados de 11 regiões metropolitanas dos EUA e realizou simulações para um período de 50 anos, levando em conta o uso de veículos híbridos e diferentes cenários de crescimento urbano.