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Agência Gestão CT&I

Aumento na demanda de biodiesel poderá estimular fabricação de óleo vegetal

Publicado em 01 agosto 2016

A demanda esperada para 2020 no Brasil na área de biodiesel será de 7 bilhões de litros. Um dos fatores que contribui para este cenário foi o decreto presidencial de abril deste ano, que eleva a porcentagem da adição de biodiesel no diesel, de 7% para 8% até 2017 e chegará a 10% em 2019. Especialistas estimam que o ampliação da participação do biodiesel no diesel vai estimular a demanda por matérias-primas para fabricação do óleo vegetal.

De acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), existem diversas as opções são muitas. A mais recente, que é objeto de estudo de várias instituições de pesquisa brasileiras, é o óleo do fruto da macaúba, uma palmeira encontrada em quase todo o Brasil, do norte de Minas Gerais até o norte da Argentina. O que atrai na planta é a quantidade de óleo que produz. Em  espaço de 10 mil metros quadrados ou 1 hectare (ha), é possível extrair até 4 mil litros (l) sem precisar de melhoramento agronômico. A título de comparação, a soja rende 500 l/ha.

“A macaúba será extremamente importante para o futuro do biodiesel em alguns anos. É a cara do Brasil porque é uma planta nativa que está sendo muito pesquisada e em pouco tempo vai ganhar mercado”, comenta Donizete Tokarski, diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), que reúne os produtores.

Tokarski garante que, com a capacidade industrial atual, é possível aumentar a oferta de biodiesel aos poucos, até atingir os 15% na composição com o diesel. Isso é possível porque quase toda a matéria-prima para o biodiesel é de subprodutos, como óleo de soja, gordura animal e óleo do caroço do algodão. Existe ainda o óleo de fritura, por exemplo, segundo Tokarski, uma fonte quase inexplorada. Dependendo da região, compra-se o litro por valores que vão de R$ 0,40/l a R$ 1,80/l.

A Fapesp apoia três projetos de pesquisas sobre o óleo de macaúba: o estudo da estrutura genética da macaúba; a análise da diversidade genética da espécie para seleção de plantas matrizes; e um Projeto Temático envolvendo a produção de mudas comerciais visando ao biodiesel.

Em 2015, 76,5% do biodiesel no Brasil foi feito com soja, 19,4% com gordura animal, 2% com algodão e mais 2,4% com outros tipos de matérias-primas, como óleo de cozinha usado, dendê, entre outros. No ano passado, o país produziu 3,9 bilhões de litros de biodiesel – um crescimento de 15% em relação a 2014 –, ficando em segundo lugar no mundo, atrás dos Estados Unidos e na frente da Alemanha e da Argentina.

 

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(Agência Gestão CT&I, com informações da Fapesp)