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Aumento das temperaturas pode impactar pastagens

Publicado em 04 abril 2019

Por Peter Moon | Agência FAPESP

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) indicou que o aquecimento global pode ter um impacto bastante significativo no bolso dos pecuaristas, já que terá influência negativa na qualidade das pastagens. De acordo com Carlos Alberto Martinez y Huaman, professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, o estudo teve participação de vária outras entidades.

“Buscamos entender como as pastagens forrageiras responderão fisiológica e produtivamente às condições futuras do clima, que envolvem aumento na temperatura média e na concentração de dióxido de carbono (CO2), além de redução da disponibilidade de água”, disse Martinez à Agência Fapesp.

Ele explicou também que evitou realizar o experimento e capos fechados pois as plantas em estufas são cultivadas em vasos e, desse modo, têm o crescimento das raízes limitado. Sendo assim, as pastagens não poderiam desempenhar todo o seu papel e mostrar toda a sua força.

“Para alguns experimentos, o modelo de vasos é válido, mas para simulações de clima futuro também são necessários experimentos de campo. Conseguimos aquecer as plantas ao ar livre com aquecedores infravermelhos. Além disso, enriquecemos o ar com CO2 em ambiente aberto, graças a uma infraestrutura denominada Trop-T-FACE, instalada em campo com apoio do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais”, indica.

“Colocamos aquecedores infravermelhos em 16 canteiros, aquecendo as plantas 2º C acima da temperatura ambiente. Os equipamentos são capazes de detectar a temperatura ambiente a cada 15 segundos, ajustando os valores de acordo com a necessidade”, disse Eduardo Habermann, bolsista da Fapesp e primeiro autor dos trabalhos publicados nas revistas Physiologia Plantarum e Plos One.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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