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Aumenta o número de casos de raiva animal no Brasil

Publicado em 22 agosto 2017

Os recentes casos de raiva registrados em animais domésticos e rebanhos localizados nas regiões Nordeste e Sudeste reacenderam na população o temor de uma epidemia da doença.

Nos municípios de Palmeira de Goiás (GO) e Itararé (SP) foram registrados casos de raiva bovina. Já em Recife (PE), foram notificados casos de raiva canina, um deles ocasionando a morte de uma mulher.

Como forma de conter o avanço, centros de zoonoses estão antecipando as campanhas de imunização de animais domésticos. Porém, o corte de verbas pode prejudicar a eficácia destas ações, já que a quantidade de insumos adquiridos pode não ser suficiente para atender essa demanda. É importante destacar que não são realizadas ações semelhantes para evitar a doença em humanos, uma vez que a aplicação do medicamento é feita apenas em casos de mordidas de animais, como cães, gatos e morcegos.

Para garantir a continuidade de atividades essenciais, como a produção de vacinas, iniciativas como o Prêmio Péter Murányi se mostram fundamentais.

Realizado pela Fundação Péter Murányi, a premiação reconhece iniciativas já consolidadas e cujos resultados beneficiam a comunidade onde as pesquisas ou produtos desenvolvidos são aplicados.

Uma destas iniciativas é a vacina contra a raiva, que tem como foco justamente barrar a evolução da doença em humanos, produzida por meio livre de soro e desenvolvida pela Fundação Butantan. O projeto foi o vencedor na edição de 2010 da premiação.

Utilizada para impedir o avanço da doença em pessoas que tenham sido mordidas ou arranhadas por animais contaminados, a vacina desenvolvida pelo instituto trouxe como diferencial a diminuição dos efeitos colaterais causados por sua utilização, pois os produtos utilizados anteriormente chegavam a apresentar graves reações, como encefalites ou neuroparalisias.

Para Vera Murányi Kiss, presidente da Fundação Péter Murányi, a premiação é uma espécie de reconhecimento ao trabalho destes pesquisadores, além de ser um estímulo para que os profissionais mantenham seus trabalhos, apesar dos cortes no orçamento frequentes.

“Temos muito prazer em promover essa premiação. Em meio a tantos cortes, dada a atual conjuntura econômica, é muito importante que possamos incentivar e reconhecer bons projetos, especialmente, aqueles que comprovem uma melhoria significativa para a sociedade”, afirma.

Próxima edição do Prêmio está com inscrições abertas

As instituições e empresas interessadas em indicar trabalhos para concorrer ao Prêmio Péter Murányi, sob o tema Saúde, já podem se inscrever na entidade. Em mudança realizada este ano, os três finalistas da 17a edição serão contemplados com valor em dinheiro, além do certificado de reconhecimento público, o vencedor receberá R$ 200 mil e um troféu, o segundo e o terceiro colocados ganharão R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente.

Para participar, a sua instituição de ensino ou empresa deve se cadastrar na Fundação Péter Murányi e os trabalhos devem ser enviados por Correio entre os dias 1o de agosto e 30 de setembro. Os finalistas serão divulgados em fevereiro de 2018.

A participação é gratuita e para mais informações, basta acessar: www.fundacaopetermuranyi.org.br.

A premiação acontece anualmente, alternando os temas “Saúde”, “Ciência & Tecnologia”, “Alimentação” e “Educação”, e conta com o apoio da ABC (Academia Brasileira de Ciências), Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo), Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil), CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).