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"Atlas de Saúde do Brasil": saúde na ponta dos dedos

Publicado em 28 agosto 2006

Por Washington Castilhos, do RJ, Agência FAPESP

"A idéia é dar visibilidade ao painel da saúde no país. Um mapa facilita a compreensão dos dados. É mais fácil entender indicadores numéricos do que em um gráfico ou em uma lista", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, na quarta-feira, no 11º Congresso Mundial de Saúde Pública, no RJ.
Segundo ele, a experiência já foi feita com sucesso nos EUA e no Canadá.
A partir desta quinta-feira, o "Atlas de Saúde do Brasil" tem versão eletrônica, na Internet, direcionado a estudantes, profissionais de saúde e gestores públicos.
O projeto é fruto de parceria de órgãos ligados ao Ministério da Saúde com outras instituições, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que forneceu dados populacionais.
A novidade disponibiliza indicadores produzidos de 2000 a 2006. As informações são distribuídas por estados ou municípios. "Mostramos o que um estado tem de diferente do outro", disse Barbosa.
Ao acessar o item Mortalidade, por exemplo, o usuário encontra uma extensa lista de indicadores, incluindo causas externas, como violência.
Ao clicar em Violência, são exibidos vários índices relativos aos tipos de violência, como a agressão. A partir dali, chega-se aos índices de agressão que foram disponibilizados pelos serviços de saúde em todos os estados e municípios brasileiros.
De acordo com os índices disponíveis no novo serviço, os estados de São Paulo e do RJ apresentam índices de agressão que vão de 41,56 a 73 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Em MG e no Pará, esses índices são bem mais baixos, respectivamente 14,6 a 22,7 para cada 100 mil.
Os indicadores de morbidade incluem informações sobre doenças como Aids, dengue, febre tifóide, leishmaniose e tuberculose.
"Atlas de Saúde do Brasil": http://www.saude.gov.br/svs/atlas

Jornal Da Ciência Online — 28/08/2006