Notícia

Jornal da Educação

Astronomia

Publicado em 01 julho 2008

Astronomia é a parte da Ciência que procura estudar os corpos celestes. Com exceção da Lua e de alguns planetas do Sistema Solar, todos os demais astros só podem ser estudados através da luz que nos enviam. É estudando essa luz que os astrônomos conseguem obter informações e elaborar os modelos e as teorias que pro curam explicar, os comportamentos, as estruturas físicas e as composições químicas desses e de outros astros no Universo.

O astrônomo pesquisa o espaço sideral recolhendo e catalogando dados como idade, estrutura e localização de corpos celestes. Com uma sólida base matemática, também realiza cálculos sobre os dados encontrados para derivar novos conhecimentos sobre os objetos de seu estudo.

Para ser astrônomo, escolher essa pro fissão, é preciso ser interessado por astronomia desde cedo; “viver com os olhos no céu”; ser muito observa dor e curioso; ter grande interesse pela pesquisa em geral, pelo mundo acadêmico, e• estar preparado para passar anos se especializando.

No início, estará sempre aprendendo com os especialistas, mas com o tempo poderá liderar de alguma forma no campo e deixar sua marca. Essa é a parte mais divertida, porque você precisa exercitar sua própria criatividade.

A maioria dos astrônomos trabalha em equipes cooperativas, nas quais criam relacionamentos que podem durar por muitos anos, às vezes envolvendo pessoas em diferentes continentes. Por isso é bom ter facilidade de comunicação e para aprender outros idiomas.

O curso

O único bacharelado era o da UFRJ

- Universidade Federal do Rio de Janeiro, agora também tem na USP - SE No Brasil, a grande maioria dos pesquisadores em Astronomia e Astrofísica fez um bacharelado em Física e depois a pós-graduação, mestrado e doutorado, em Astronomia.

É importante realçar que um profissional de Astronomia só entra real mente no mercado de trabalho após obter o Doutorado. Durante os últimos anos da graduação e durante a pós-graduação, a grande maioria dos estudantes recebe bolsa das agências financiadoras brasileiras, como CNPq, CAPES e FAPESP, esta última em São Paulo.

Principais atividades profissionais

Utilizando os conhecimentos disponíveis, um Astrônomo procura: observar os astros, analisar os dados observacionais obtidos e elaborar hipóteses, modelos e teorias que expliquem os fenômenos observados e que possam descrever e prever o futuro, comportamento e evolução desses astros.

Áreas da astronomia

Astrofísica - Determina a composição química da estrutura física das estrelas, estudando: os aglomerados de estrelas, a origem e a evolução das estrelas, a estrutura, a origem e a evolução do Sistema Solar, o gás e a poeira interplanetária, interestelar e intergaláctica; a nossa galáxia, galáxias vizinhas e distantes, aglomerados de galáxias, pesquisas sobre objetos peculiares como Quasares e elabora teorias sobre a origem e a evolução do Universo;

Astrometria - Determinação das posições dos astros e de suas variações com o tempo, previsão de eclipsçs, cálculo das mudanças das fases da Lua, previsão das datas dos inícios de, estações do ano;

Mecânica Celeste e Planetologia - Estudo da estrutura, composição e movimento dos astros do Sistema Solar, descoberta de novos sistemas solares (exoplanetas), estudo das per turbações gravitacionais de um astro sobre outro.

Mercado de Trabalho

“Em termos de qualidade de pesquisa e de número de trabalhos publicados, a astronomia brasileira cresceu 350% nos últimos 15 anos”, avalia Lilia Arany Prado, chefe do departamento de astronomia da UFRJ, no Rio de Janeiro.

São poucas as ofertas de empregos. Em compensação, apenas quatro alunos se formam a cada ano, em média. Esse número vai aumentar com o curso da USE Ainda que raras, existem vagas fora dos observatórios e institutos astronômicos. A Embratel contrata astrônomos para trabalhar no controle de satélites. E, graças à crescente divulgação que tem sido dada à área, devem aumentar os pos tos de trabalho em museus e planetários.

No Brasil, existem cerca de 10 instituições que trabalham com Astronomia. Nota-se, atualmente, uma tendência clara de que esse número ten de a crescer, já que doutores recém- formados em Astronomia estão conseguindo abrir novos centros de pesquisa em diversas instituições, principalmente federais e estaduais, que antes não possuíam esse tipo de atividade científica.

Jornal da Educação – Curso – 01/07/2008 – Pág. 17