Notícia

Brasil Econômico

Astronomia da USP terá supercomputador

Publicado em 02 dezembro 2011

Por João Paulo Freitas

Entra em operação até o final deste mês um supercomputador que tem como missão ajudar os pesquisadores brasileiros de astronomia em suas pesquisas e investigações. Instalado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), o equipamento custou, incluindo sua instalação, cerca de R$ 1,5 milhão.

Aproximadamente 80% desse montante foi aportado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O restante veio da reitoria da universidade.

O supercomputador em questão é um SGI Altix, com 2,3 mil núcleos de processamento, mais especificamente 2,3 mil processadores Opteron 6172, fabricados pela AMD. Segundo Alex Carciofi, professor do Departamento de Astronomia da USP, o computador também ajudará o desenvolvimento de inovações e novas tecnologias.

"Uma área em que o Brasil tem avançado muito é a instrumentação astronômica. O país tem construído instrumentos de ponta para telescópios e esse equipamento certamente poderá ser utilizado no desenvolvimento desses instrumentos", afirma o acadêmico.

3 mil em 1

De acordo com Roberto Brandão, gerente de Engenharia da AMD na América Latina, o novo supercomputador da USP tem uma capacidade equivalente a cerca de 3 mil computadores comuns. "Trata-se do computador mais potente do mundo dedicado exclusivamente à astronomia", afirma Brandão.

Para Ronaldo Miranda, vicepresidente da AMD na América Latina, o potencial do mercado brasileiro de supercomputadores é grande, apesar de se tratar de um produto de nicho. "É um mercado crescente. Obviamente trabalhamos com esse tipo de projeto com muito tempo de antecedência. Em termos do número de projetos, já temos para 2012 quase o dobro de projetos que tivemos em 2011", afirma o executivo.

Segundo Carciofi, da USP, o equipamento trará muitos benefícios para a universidade e para a astronomia brasileira como um todo. "Com esse recurso, o Brasil pode se tornar uma liderança na parte de simulações astronômicas avançadas. São poucos os institutos de astronomia que têm algo desse tipo em mãos", diz. ¦ J.P.F.