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Embrapa

Assinado acordo para estudos sobre transferência da Ceagesp

Publicado em 10 julho 2017

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura de São Paulo assinaram acordo de cooperação técnica para realizar estudos sobre a transferência da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) da Vila Leopoldina para outro local na capital paulista. O acordo prevê que área atual será destinada à implantação de um parque tecnológico, com reversão dos recursos para financiamento da Embrapa, que coordenará um grupo de trabalho para modelagem da cidade tecnológica e do fundo patrimonial correspondente.

O acordo foi assinado nesta quinta-feira (6), entre o ministro Blairo Maggi, o secretário de Agricultura e Abastecimento do governo de SP, Arnaldo Jardim, que representou o governador Geraldo Alckmin na solenidade, e o prefeito João Doria Júnior. Também assinaram o termo de cooperação o diretor-presidente da Ceagesp, Johnny Hunter Nogueira, e o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg.

Serão criados dois grupos de trabalho para estudar a transferência de Ceagesp e a criação do parque de tecnologia e inovação. A Ceagesp, vinculada ao Mapa, é o terceiro centro de comercialização atacadista de perecíveis do mundo - depois de Paris e Nova York - e o maior da América Latina. Ela tem 2.750 permissionários e comercializa cerca de 3,3 milhões de toneladas por mês.

Fundos patrimoniais

Fundos patrimoniais são uma possibilidade que o Estado abre a partir da criação de uma lei que autoriza instituições a comporem fundos com recursos vindos de outras fontes – a mais comum já consolidada no mundo afora são os fundos de doação.

"Existem movimentos no Brasil para que as empresas de C&T possam se beneficiar dos fundos patrimoniais e o projeto da Prefeitura de São Paulo para desmobilização da Ceagesp é um deles", explicou Maurício Lopes, presidente da Embrapa. A atual área da Ceagesp é patrimônio de domínio da União, que está sob a responsabilidade do MAPA.

As conversas, segundo Lopes, começaram com a Fapesp para, a partir da desmobilização, se criar naquele espaço uma grande cidade tecnológica, a exemplo do que existe em várias cidades do mundo, como no Vale do Silício ou em Boston. "O que se quer é se crie naquele espaço uma importante cidade de C&T, chamando grandes empresas e corporações internacionais, principalmente na área de transformação digital", complementou o presidente.

A ocupação daquele espaço que pertence ao MAPA poderá gerar recursos que seriam mobilizados para um fundo patrimonial, criado em benefício da Embrapa. Há concordância por parte do município de SP, do governo do Estado de SP, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. "Estamos trabalhando para viabilizar esse projeto, que pode abrir depois outras frentes para a Empresa", concluiu Maurício Lopes.

Veja fotos e vídeos da assinatura do acordo na página da Embrapa no Flickr.

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