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Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realiza homenagem pelos 40 anos da Embrapa

Publicado em 06 maio 2013

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo vai homenagear a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) por seu aniversário de 40 anos. Na sessão solene, marcada para o dia 6 de maio, às 20 horas, serão destacadas a história e as contribuições da Embrapa para tornar o Brasil um dos líderes mundiais em tecnologia para a agricultura tropical. A iniciativa é do deputado estadual Itamar Borges (PMDB). O evento terá a presença do diretor-presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

Em São Paulo, a Embrapa está representada por seis Unidades de pesquisa e de serviços e um Escritório de Negócios, nos municípios de Campinas, Jaguariúna e São Carlos. Ao todo, são 615 empregados, dentre os quais 206 pesquisadores e centenas de colaboradores, entre estagiários e bolsistas, atuando nas Unidades Gestão Territorial, Informática Agropecuária, Instrumentação, Meio Ambiente, Monitoramento por Satélite e Pecuária Sudeste.

Vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Embrapa foi criada em 26 de abril de 1973 com a missão de viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira, sendo importante instrumento na reformulação da pesquisa agropecuária.

Nesse período, o País deixou uma situação de insegurança alimentar e passou a ser um dos principais produtores de alimentos do mundo, provocando uma queda de 50% no valor da cesta básica, entre 1975 e 2011. Essa revolução no campo é fruto do trabalho conjunto com instituições estaduais de pesquisa e extensão, universidades e setor produtivo, que apostaram nas tecnologias geradas pela pesquisa e ajudaram a mudar o cenário brasileiro com incremento de produção, de produtividade e impulsionando a competitividade, com sustentabilidade.

Essas inovações têm sido fundamentais para a modernização da agricultura e pecuária nacional, a exemplo dos avanços nas cadeias de soja, carne, leite, café e hortaliças. Um conjunto de tecnologias para incorporação dos cerrados no sistema produtivo tornou a região responsável por 67,8 milhões de toneladas, ou seja, 48,5% da produção do Brasil, em 2008. A soja foi adaptada às condições brasileiras, e hoje o País é o segundo produtor mundial. A oferta de carne bovina e suína foi multiplicada por quatro vezes enquanto que a de frango aumentou 22 vezes, no período de 1975 a 2009.

A produção de leite aumentou de 7,9 bilhões, em 1975, para 27,6 bilhões de litros em 2008, e a produção brasileira de hortaliças elevou-se de 9 milhões de toneladas, em uma área de 771,36 mil hectares, para 19,3 milhões de toneladas, em 808 mil hectares, em 2008. Além disso, programas de pesquisa específicos conseguiram organizar tecnologias e sistemas de produção para aumentar a eficiência da agricultura familiar e incorporar pequenos produtores no agronegócio, garantindo melhoria na sua renda e bem-estar.

Atualmente, o Brasil é o 3º maior exportador mundial de produtos agropecuários. É também o maior exportador de café, açúcar, suco de laranja, etanol de cana-de-açúcar, frango e soja, segundo maior exportador de carne bovina e terceiro maior exportador em algodão.

Entre as conquistas recentes que beneficiam diretamente o Estado de São Paulo, está a criação pela Unicamp e a Embrapa, no final de 2012, da Unidade Mista de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas (UMIP GenClima), que visa implantar um laboratório voltado à utilização da genômica e da biologia molecular de plantas para o desenvolvimento de tecnologias genéticas aplicadas a mudanças climáticas. Os laboratórios da UMIP GenClima serão instalados no Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, em um edifício com cerca de 3.900 m2. O orçamento estimado para implantação e operação da UMIP GenClima nos primeiros cinco anos será de R$ 50 milhões.

Antecipando os cenários futuros sobre mudanças climáticas e a incidência de pragas e doenças, a Embrapa mantém o experimento FACE (Free-Air Carbon Dioxide Enrichment), que é o primeiro na América Latina e o primeiro no mundo com café e faz parte do projeto “Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários – Climapest”. O projeto é multidisciplinar e conta com a participação de 134 pesquisadores de 16 Unidades da Embrapa e de 21 parceiros externos, totalizando 37 instituições. A empresa tem investido na prospecção e no uso da biodiversidade para obtenção de novas moléculas e produtos bioativos para uso na agricultura como estratégia de substituição de insumos e redução de problemas relacionados a resistência de pragas, patógenos e plantas daninhas às moléculas convencionais.

Neste ano, será inaugurado em São Carlos (SP) o Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão com infraestrutura para, num só local, pesquisar e desenvolver equipamentos, sensores, componentes mecânicos e eletrônica embarcada. Um campo experimental de cinco hectares em torno do Laboratório estará dotado com pista de teste de desempenho de tratores, implementos e de veículo aéreo não tripulado (VANT). Os recursos para a implantação do Laboratório, na ordem de R$ 7.144,081, foram conquistados com o apoio do Congresso Nacional em emendas parlamentares aprovadas em 2010.

Em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, a UFSCar, e com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), está em desenvolvimento um método para identificação precoce de animais com maior potencial para carne macia. A identificação desses animais é feita por meio dos marcadores moleculares e faz parte dos trabalhos da rede de pesquisa Bifequali.

Também em São Carlos, a Embrapa lidera pesquisas para estimar o impacto da pecuária brasileira sobre o efeito estufa nos diversos biomas. Essas informações contribuirão para formação de políticas públicas que incentivem uma pecuária mais sustentável. A rede Pecus reúne mais de 350 cientistas e dezenas de instituições nacionais e internacionais.

No âmbito da transferência de tecnologia voltada à educação, os 19 municípios da Região Metropolitana de Campinas vão ganhar em 2013 um Atlas Ambiental Escolar (GeoAtlas). O material paradidático foi elaborado por meio de metodologia participativa, envolvendo pesquisadores e professores da rede municipal de Campinas. O Atlas busca introduzir a agropecuária no contexto escolar, com informações sobre as atividades agropecuárias da região e suas relações com o meio ambiente, a economia e a sociedade. O lançamento será no segundo semestre.

O Escritório de Campinas, da Embrapa Produtos e Mercado, lançou, no ano passado, oito novas cultivares de fruteiras da Embrapa (a banana BRS Platina, o maracujá BRS Rubi do Cerrado, os pêssegos BRS Regalo e BRS Fascínio, as uvas BRS Magna e BRS Vitória, a lima ácida BRS Passos e o cupuaçu BRS Carimbó. Na safra 2012-2013 realizou contratos de licenciamento de forrageiras para a produção de 1 milhão e 700 mil quilos de sementes em 4 mil e 600 hectares, suficientes para o plantio de 850 mil hectares de pastagens.

Estrutura

Para cumprir sua missão, a Embrapa conta, em todo o Brasil, com 9.795 empregados, sendo 2.427 pesquisadores, 81% deles com doutorado. Esse efetivo está distribuído em 15 Unidades Centrais e 47 Descentralizadas. O orçamento da Empresa em 2012 foi de R$ 2,33 bilhões. A Embrapa também coordena e integra o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), constituído pelas Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), por universidades e institutos de pesquisa de âmbito federal ou estadual e organizações, públicas e privadas, vinculadas à atividade de pesquisa agropecuária.

A antecipação de cenários é estratégica e várias atividades estão sendo empreendidas pela Embrapa nesse sentido. Uma das mais relevantes é o Sistema Agropensa, instituído em dezembro de 2012, que será o componente principal do processo de inteligência estratégica da Empresa. O Sistema será dedicado ao monitoramento e prospecção de tendências, e à produção, análise e difusão de informações qualificadas e conhecimentos estratégicos relevantes para a agropecuária brasileira, interagindo com atores e agentes internos e externos à Embrapa.

Somente em 2012, a Embrapa lançou 27 novas cultivares e licenciou 117. Foram requeridas 29 patentes, protegidas 29 cultivares e registradas outras 65. Além disso, a Empresa e seus parceiros descreveram 3.598 novos métodos científicos e 3.304 práticas agropecuárias, desenvolveram 2.454 softwares e elaboraram 3.272 mapas de monitoramento ou zoneamento. A Embrapa apresentou ainda 83 insumos agropecuários e cinco processos agroindustriais, testou 35 novas estirpes de micro-organismos, e organizou 31 bases de dados e 11 novas coleções biológicas.

No âmbito internacional, a Empresa desenvolve 49 projetos de cooperação técnica com a América Latina e Caribe, contemplando 18 países, e 51 projetos de cooperação com 9 países da África. Em termos de cooperação científica, destacam-se os Laboratórios Virtuais da Embrapa no exterior (Labex), um arranjo inovador que permite o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores da Embrapa e cientistas das principais instituições mundiais de pesquisa. Atualmente, a Empresa conta com Labex em operação nos Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Coreia e China. Ainda em 2013, entrará em operação um novo Labex, sediado no Japão.

Mais informações:

Graziella Galinari (MTb 3863 / PR)

Embrapa Monitoramento por Satélite

Tel.: (19) 3211-6200 - graziella.galinari@embrapa.br

Nadir Rodrigues (MTb/SP 26.948)

Embrapa Informática Agropecuária

Tel.: (19) 3211-5747 - nadir.rodrigues@embrapa.br

Fonte: Embrapa, , adaptado pela Equipe Milknet

06/05/2013