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Assembléia de SP trabalha com os benefícios da digitalização

Publicado em 06 novembro 2002

A tecnologia pode ajudar, e muito, a preservação dos acervos históricos, além de facilitar a vida de pesquisadores e historiadores. Apostando nisso, a Assembléia Legislativa de São Paulo está digitalizando os arquivos fotográficos e de documentos, com apoio financeiro da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A manipulação física constante, assim como inundações e armazenamento em lugares inadequados, sempre foram inimigos da boa conservação de documentos históricos. "A resposta para o problema veio com o projeto de digitalização", recorda Dainis Karepovs, diretor técnico da divisão de acervo histórico da Assembléia. A responsabilidade pela tarefa gigantesca, iniciada há três anos, ficou nas mãos da Digimapas. Na primeira fase, foram digitalizados 90 mil negativos - datados de 1950 a 1992 -, 150 mil documentos escritos entre 1891 e 1930, e mais 138 mil emendas, resumos de pronunciamentos de deputados, proferidos na Assembléia entre 1948 e 1996. Curiosamente, os documentos do período imperial - de 1819 a 1889 - ficaram para a segunda fase. "O papel do século 19 apresenta melhor qualidade e, por isso, sofre menos degradação. Além disso, o material demandou a contratação de paleógrafos e arquivistas para organizá-lo", explica o diretor. Junto aos documentos do Império, existem mais 30 caixas repletas de arquivos de 1930 a 1937, que totalizam os 330 mil documentos a serem digitalizados na segunda fase do projeto. Paralelamente, a Fapesp financiou a modernização do espaço físico da Assembléia com novas estantes e encadernações, entre outros benefícios. E, para os pesquisadores, uma boa surpresa: quatro estações de trabalho, uma míni-rede interna, impressoras e scanners para garantir o acesso aos arquivos digitais. "Agora, estamos adequando o acervo ao software de busca, o AM Workflow, da Cyco", afirma Karepovs. No total, a Fapesp desembolsou cerca de 230 mil reais destinados ao processo de digitalização, e outros 370 mil reais ficaram por conta da infra-estrutura disponibilizada. "Estamos discutindo o acesso das imagens via internet, mas ainda não existe previsão para executar o projeto", pondera o diretor.