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Asma: como controlar a doença que se agrava durante o inverno?

Publicado em 21 junho 2021

Falta de ar, dificuldade para respirar, chiado no peito e tosse. Esses são os principais sintomas da asma, uma doença crônica comum causada por inflamações das vias aéreas. Quem sofre com esse problema costuma ter períodos críticos durante o outono e o inverno. Isso porque o tempo seco, a pouca umidade do ar, o maior nível de poluentes e as baixas temperaturas, características dessa época, contribuem para que as alergias respiratórias, em geral, se intensifiquem.

Outro aspecto que, recentemente, tem ajudado a desencadear crises de asma são as mudanças nos hábitos de vida adotados desde o início da pandemia da covid-19. Com o isolamento social, as pessoas passaram a ficar mais tempo em ambientes fechados e também em contato com o ar-condicionado, aspectos que não são favoráveis para quem precisa lidar com a asma.

É com a proposta de esclarecer à população sobre os sintomas e o modo de prevenção da doença que é celebrado o Dia Nacional do Controle da Asma (21/06). Segundo informações da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), cerca de 300 milhões de pessoas no mundo são afetadas pela asma, entre crianças e adultos. No Brasil, existem, aproximadamente, 20 milhões de asmáticos e ocorrem, em média, 350 mil internações todos os anos. 

Causas e tratamento

Fatores genéticos e ambientais podem fazer com que alguém desenvolva a asma, apesar de a causa exata da doença ser desconhecida pelos médicos. Ácaros, cigarro, poluição do ar, variações climáticas, pelos de animais, poeira, alterações emocionais, medicamentos e até atividades físicas podem servir como gatilhos para provocar ou agravar o problema. Por isso, todos eles devem ser evitados para prevenir qualquer tipo de complicação.
Por ser uma doença que não tem cura, o  tratamento da asma tem como foco a melhora da qualidade de vida do paciente, por meio do controle dos sintomas e do aperfeiçoamento da função pulmonar. Dois tipos de medicações podem ser usadas pelos especialistas: as chamadas “controladoras” ou de manutenção, que objetivam prevenir que os sinais apareçam e evitam as crises; e as medicações de alívio ou resgate, que amenizam os sintomas quando a doença tem uma piora. 

Asma X covid-19

Segundo publicação da Agência FAPESP, com base em dados de artigos científicos publicados durante os primeiros seis meses da pandemia, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avaliaram a relação entre o diagnóstico prévio de asma e o desenvolvimento de covid-19 nos pacientes infectados.

A revisão sistemática da literatura científica identificou 1.069 artigos que descreveram os quadros clínicos e antecedentes médicos de 161.271 pacientes com a doença. Segundo a análise feita pelos pesquisadores das faculdades de Ciências Médicas (FCM-Unicamp) e Enfermagem (Fenf-Unicamp), somente 1,6% dos pacientes tinham diagnóstico prévio de asma. O percentual está abaixo da média mundial, que é de 4,4%, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Global Asthma Report. Assim, de acordo com os pesquisadores da Unicamp, “os dados epidemiológicos disponíveis até o momento indicam que o fato de um paciente ter diagnóstico de asma não se constitui em um fator de risco para o desenvolvimento da covid-19”.