Notícia

Artigonal

As Políticas Públicas no Brasil

Publicado em 20 março 2012

A inteligência jamais poderá ser medida. Acaso é inteligente aquele que vive como herdeiro em meio a um país de desigualdades?

O que pensamos sobre o nosso país? Como nos comportamos quando vemos e fazemos todo o tipo de ação que desequilibra a política pública destinada ao bem comum?

Em outras crônicas foram tratados assuntos relacionados à corrupção e à impunidade no Brasil. Percebe-se, deste modo que, para que possamos ter total controle sobre as políticas públicas, devemos descentralizar todo o processo, havendo cooperação entre estados, governos, entidades, iniciativa privada, por exemplo. Também, a transparência deve ser cautelosamente mantida.

Todavia, a questão inicial proposta refere-se a investimentos que são desviados do seu propósito original, seja por desvio de verba pública, por desvio de algum valor destinado ao investimento em certo campo (educação, saúde, construção civil, etc.) para outro, ou por outro meio. Quando isso ocorre, como podemos definir qual pensamento permeou a mente daquele que fora o responsável por este desvio de investimento?

Tudo isso me parece ligado à falta de patriotismo, de moralidade e, às vezes, de inteligência. Um homem, ao ser um "herdeiro em meio a um país de desigualdades", ganha um anel de poder, o qual o faz impenetrável e, muitas vezes, indestrutível. Assim entramos no assunto Impunidade.

Um quadro importante a ser analisado em relação ao quesito impunidade: segundo pesquisa realizada pela Fapesp, em texto publicado pela Claudia Izique em 2003, apenas menos de 7% dos crimes praticados são objeto de inquérito policial, levando em consideração todos os tipos de crime. Em nossos dias isso não mudou muito, como percebemos quando verificamos os noticiários. Isso prova, entre outras coisas, o porquê devemos nos dedicar a este assunto tão debatido, mas do qual não se fundamentam muitas soluções com  o passar dos anos.

A corrupção parece estar intrinsecamente ligada à impunidade ou simplesmente é a causa da sua existência. Não apenas ela, certamente, mas é o principal elemento que a compõe.

Tudo isso que analisamos faz da política pública uma faca de dois gumes, que pode se tornar objeto de corrupção e, por consequência do poder público e da ação judiciária falha, de impunidade. Não só isso, mas torna o responsável herdeiro de uma rede que se dissemina no meio do nosso governo e que nos induz a questionar fatores como dever cívico, moralidade, inteligência, entre outros.

Há quem diga, todavia: "Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!". Se deixamos nos perder em meio às palavras, em meio a belos versos que compõem a nossa bandeira, como procederemos? E, pois, aqui encontramos Ordem e Progresso!